Insegurança leva povo a desacreditar na democracia e no país, diz Cármen Lúcia

Publicado em 01/03/2018 - 15:09 Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Brasília - O presidente Michel Temer e a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia,durante reunião de governadores hoje no Palácio do Planalto. Em debate, a Segurança Pública (Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer e a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, durante reunião de governadores hoje no Palácio do Planalto para debater medidas de segurança públicaAntonio Cruz/Agência Brasil

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse hoje (10) que a sensação de insegurança leva os cidadãos brasileiros a duvidarem que a democracia é capaz de garantir a paz no país.

A ministra fez a afirmação após relatar um assalto do qual foi vítima em 2005 em Espinosa (MG), cidade de 30 mil habitantes onde mora sua família. “É exatamente isso que faz com que o cidadão não acredite no seu país, no Estado e que a democracia vale a pena”, disse.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante encontro sobre medidas de segurança a serem adotadas no país. Além do presidente Michel Temer, participaram do encontro também os presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, e 25 governadores.

“Não adianta falar de um ou outro estado. Se agudiza[-se] a crise em algum estado e em algum momento é preciso assumir, como agora ele [Temer] explica que precisou tomar providências específicas [intervenção no Rio de Janeiro], o certo é que somos um povo, um só povo brasileiro”, disse Cármen Lúcia na ocasião.

A presidente do STF voltou a citar a implantação do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) como principal contribuição do Poder Judiciário para combater a crise de segurança. Ontem (28), o sistema, um cadastro nacional de presos, foi apresentado pelo CNJ ao recém-empossado ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Com o cadastro, que compilará os dados de todos os presos e foragidos do país, o CNJ pretende acabar com as discrepâncias entre diferentes estatísticas compiladas por Judiciário e Executivo sobre o sistema carcerário. Para Cármen Lúcia, o sistema ajudará a integrar os poderes na formulação de políticas públicas de segurança.

O BNMP encontra-se em fase de implantação. Até o momento, somente Roraima conclui a alimentação dos dados. Outros 13 estados e o Distrito Federal estão incluindo as informações no sistema. O restante ainda está em fase de treinamento de juízes e servidores. Segundo o secretário-geral do CNJ, Julio de Andrade, a previsão é os trabalhos sejam concluídos até maio.



Temer se reúne com governadores no Palácio do Planalto

Edição: Lidia Neves

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