Temer diz que Brasil enfrenta momento difícil na política

Publicado em 09/04/2018 - 13:35 Por Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Rio de Janeiro - O presidente Michel Temer participa da cerimônia de posse do novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira (Marcos Corrêa/PR)

Rio de Janeiro - O presidente Michel Temer participa da cerimônia de posse do novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira Marcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temer disse hoje (9) que o Brasil superou uma fase difícil na economia, mas enfrenta um momento difícil “sob o foco político”. Ele discursou na posse do novo presidente do Banco do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e disse que é preciso seguir adiante cumprindo rigorosamente o sistema normativo e a Constituição que garantem a estabilidade ao país.

“As bases, alicerces e suportes para o crescimento do país foram plantados nesses quase dois anos de governo. Isto é fundamental para o país. Temos que ter consciência disso. Precisamos saber que saímos de um momento difícil do país, continuamos sob um momento difícil também sob o foco político, mas temos que seguir adiante, e seguir adiante significa cumprir a normatividade nacional, cumprir a Constituição, cumprir rigorosamente o sistema normativo nacional porque é isso que dá estabilidade ao país”, disse o presidente da República.

Acrescentou que só há organização quando se garante o cumprimento estrito à norma jurídica. “Quando você acha que não precisa cumprir a norma jurídica, você desorganiza a sociedade”, afirmou.

Função social

Na cerimônia, Temer empossou Dyogo Oliveira na presidência do BNDES. Oliveira deixou o Ministério do Planejamento para assumir a nova função. Ele fica no lugar de Paulo Rabelo de Castro que sai da presidência do banco para se candidatar nas eleições de outubro.

Ao falar sobre o papel do BNDES, Temer destacou a função social dos bancos públicos. “Os bancos públicos sempre devem ter uma função social. Os bancos públicos, de fora a parte do desenvolvimento econômico do país, que eles também perseguem, mas devem perseguir a função social”. E citou como exemplos os investimentos em educação, segurança pública e microempresários.

Na cerimônia de posse, realizada no Rio de Janeiro, o presidente citou a intervenção do governo federal na área de segurança pública do estado e disse as últimas ações no Rio foram “preciosas” para a cidade e para o país.

Edição: Kleber Sampaio

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