"Se não tivessem gravado ia ficar por isso mesmo", diz Weliton, homem negro agredido por PMs no DF

"Se não tivessem gravado ia ficar por isso mesmo", diz Weliton

Publicado em 03/06/2020 23:33 Por Deogracia Pinto - Brasília

O jovem Weliton Luiz Maganha, 30 anos, agredido por policiais militares de Planaltina, na noite de segunda-feira (01), foi acompanhado do advogado Anderson Tiago Campos, nesta quarta-feira (03), ao IML, Instituto de Medicina Legal, para exame de corpo de delito.

O advogado de defesa de Welinton explica que vai pedir o auxílio da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do DF, para acompanhar o caso no âmbito administrativo, e que vai cobrar indenização pelos danos causados ao seu cliente.

A vítima relata como foi agredido, os momentos de agonia vividos e os apelos que fazia aos policiais.

Weliton mora com a esposa  e trabalha como vendedor de balas em ônibus. Ele relatou que foi ao supermercado para fazer compras, já que havia recebido a segunda parcela do auxílio-emergencial, valor repassado pelo Governo Federal em momento de pandemia da Covid-19.

A Corregedoria da Polícia Militar do Distro Federal apura o caso, envolvendo os dois militares lotados no 14º Batalhão da PM. A corporação informou, por meio de nota oficial, que o incidente não se tratou de racismo, mas de violência policial.

O episódio de violência causou comoção no Distrito Federal, em um momento em que há protestos contra o racismo em diversos países, após o afro-americano George Floyd ser asfixiado e morto por um policial branco em Minneapolis, Minnesota, nos Estados Unidos.

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