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Brasília (DF), 03/07/2026 - Ajudante digital. Arte/Agência Brasil
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Podcast

AD #46 - Urnas eletrônicas: mais que seguras, "off-line" e resistentes

A urna eletrônica completa 30 anos em 2026 e continua sendo alvo de boatos que circulam em grupos de WhatsApp, como o de que seria possível fraudá-la usando uma conexão de internet próxima ao local de votação. Este episódio do Ajudante Digital vai ao ar em 17 de agosto de 2026, na Rádio Nacional, e explica por que esse tipo de invasão é tecnicamente impossível: a urna é "off-line" por projeto, nunca esteve conectada a nenhuma rede e passa por cerca de 40 etapas de fiscalização antes de qualquer eleição.

Neste episódio, o Ajudante Digital comemora os 30 anos da urna eletrônica revisitando a primeira desmontagem pública do equipamento, feita ao vivo pelo TSE, e explica por que ele é considerado seguro por ser um sistema totalmente isolado de redes. O programa também percorre a linha do tempo da urna e reúne dicas práticas contra a desinformação eleitoral.

🔓 Urna eletrônica faz 30 anos — e foi desmontada ao vivo

🔧 Transparência em rede nacional — no dia 3 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma urna eletrônica ao vivo, pela primeira vez na história, mostrando placa-mãe e mídias de memória para o público, em ação realizada em uma escola pública de Brasília.

🎂 30 anos de uso contínuo — em 2026, a urna eletrônica completa três décadas de existência, sempre operando isolada de qualquer rede.

🔍 Quarenta etapas de fiscalização

🗳️ Antes de qualquer voto — cada urna passa por cerca de 40 etapas de auditoria, acompanhadas por partidos, universidades, Polícia Federal, CNJ, TCU e missões internacionais de observação.

🧪 Teste Público de Segurança (TPS) — qualquer brasileiro maior de 18 anos pode se inscrever para tentar encontrar falhas no sistema, em um processo aberto desde 2009.

💻 Código-fonte aberto — um ano antes da eleição, o código do sistema fica disponível para inspeção das entidades fiscalizadoras; neste ciclo, desde 2 de outubro de 2025.

🔒 O pilar off-line: por que a urna não pode ser hackeada pela internet

📡 Sem conexão nenhuma — a urna eletrônica não tem Wi-Fi, Bluetooth ou cabo de rede. Segundo o coordenador de tecnologia eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, nem a placa-mãe do equipamento tem chip com essa capacidade.

🔐 Resultado assinado e criptografado — o Boletim de Urna é impresso e afixado publicamente, e o mesmo resultado é gravado em mídia removível, assinada digitalmente, antes de seguir para transmissão por rede fechada da Justiça Eleitoral.

🌐 Por que fraudar em massa é inviável

🗂️ Escala descomunal — nas Eleições 2026, serão 563.910 urnas em uso, distribuídas por 27 tribunais regionais eleitorais, cada uma individualmente lacrada e auditada.

🕵️ Observação internacional — o processo também é acompanhado por missões internacionais como OEA, União Europeia e Parlasul, credenciadas pelo TSE.

🕰️ Linha do tempo: os 30 anos da urna

📼 1996 — primeira urna eletrônica implantada no Brasil, já isolada de rede desde o início.

🖥️ 2014 a 2023 — evolução dos modelos UE2013, UE2015, UE2020 e UE2022, os quatro ainda em uso, com 77% do total nos dois mais recentes.

✅ Como não cair no conto da "urna fraudada"

🚩 Desconfie de fontes não verificadas — vídeos e prints sem origem confiável não substituem checagem oficial.

📄 O Boletim de Urna é público — impresso na hora e afixado na parede da seção, disponível para qualquer conferência.

🔎 Participe você mesmo — o Teste Público de Segurança é aberto à sociedade civil.

 

Legenda de ícones: 🤔 Pergunta do Dia (voz emulada) · 🎶 Sonoplastia (trilhas e efeitos) · 🎙️ Leyberson (apresentador) · 🎭 Meme/Insert (humor) · ⚙️ Robozita (voz artificial feminina) · 🤖 Robozito (voz artificial masculina)

🎶 [Silêncio]

🎶 [Play de fita K7 e ruído ao fundo]

🤔 Robozito fazendo a Pergunta do Dia: Ajudante Digital, li no zap que é possível fraudar a urna eletrônica se eu estiver conectado à internet próximo ao local de votação. Pode até ser a rede Wi-Fi da padaria próxima. Isso é verdade?

🎭 [Burro para o Shrek] "Sim. Sério?"

🎭 [Gustavo no Celso Portiolli] "Não!"

🎭 [Shrek para o Burro] "Nãooooooooo!"

⚙️ Robozita: Ô fraudador de Taubaté, a gente sabe que é você, Robozito. Já chegou tumultuando o episódio.

🎭 [Desenho do Pica-Pau] "Mais uma das suas gracinhas, não é, Dooley?"

🎙️ Leyberson: Só podia ser uma das gracinhas do Robozito mesmo.

🎭 [Desenho do Pica-Pau] "Heheheh. Não tem graça nenhuma, Dooley!"

🎙️ Leyberson: Até porque dizer que dá para fraudar a urna eletrônica usando a internet é o mesmo que pular do trampolim numa piscina sem água e querer sair boiando.

🎭 [Chaves na escola] "Que burro, dá zero pra ele!"

🎙️ Leyberson: O episódio nem começou direito, mas é bom a gente dizer de forma pausada e em caixa alta:

⚙️ Robozita: Atenção!

🎙️ Leyberson: A urna eletrônica é off-line, não está conectada a nenhuma rede, sequer uma intranet. E tudo isso de propósito.

🤖 Robozito: Tá bom, chefinho, não se irrite. Comece o programa, vai.

🎭 [Bordão do Chaves]

🎙️ Leyberson: Tá bom, mas não me irrite.

🎶 [Vinheta do Ajudante Digital]

🎙️ Leyberson: Olá, pessoas que já discutiram política com certos robôs ou grupos de WhatsApp e se arrependeram no mesmo segundo em que apertaram "enviar"...

🎶 [Som de notificação de WhatsApp em excesso] 🎶

🤖 Robozito: Grupo de WhatsApp? Por que eu não tô em nenhum?

🎶 [Som de grilos e silêncio]

🎙️ Leyberson: Faltando menos de dois meses para as Eleições 2026, resolvemos entrar na onda dos unboxing — usando a informação como ferramenta no lugar da parafusadeira para abrir um assunto que gera dúvida, ansiedade e teoria de bar: a urna eletrônica.

⚙️ Robozita: Pior que chegamos tarde! No dia 3 de agosto, o próprio TSE desmontou uma urna ao vivo, em rede nacional, pela primeira vez na história.

🎙️ Leyberson: Disso eu já sabia. Mas chegamos a tempo de destrinchar esse tipo de transparência que acompanha a urna eletrônica desde sua criação. Sem promoção, sem viés político.

🤖 Robozito: Finalmente um unboxing que não é patrocinado e que não fica pedindo joinha ou para seguir o canal antes.

🎭 [Porta dos Fundos — Gregório imitando influenciador inconsequente]

🎭 [Choque de Cultura] "Aqui tem informação!"

🎙️ Leyberson: Isso aqui é conteúdo de serviço, com aquele olhar sobre a tecnologia do nosso dia a dia — mesmo que essa "caixinha" só saia do armário a cada dois ou quatro anos.

🎶 [Som de engrenagens] 🎶

CAPÍTULO 1: COM 30 ANOS, URNA FAZ LIVE!

🎶 [Som de urna eletrônica confirmando] 🎶

🎶 [Som de urna eletrônica]

🎙️ Leyberson: Técnicos do TSE tiraram a tampa, mostraram a placa-mãe, mídias de memória — tudo debaixo dos holofotes.

⚙️ Robozita: Trecho da matéria da TV Brasil:

🎶 [Som de TV analógica sendo ligada]

🗣️ Trecho da matéria no Repórter Brasil/TV Brasil — Repórter: "O equipamento foi aberto diante dos estudantes do Centro de Ensino Elefante Branco, uma escola pública no centro de Brasília. O coordenador de tecnologia eleitoral do TSE, ex-aluno da escola, explicou sobre o funcionamento da urna."

🗣️ Trecho da matéria no Repórter Brasil/TV Brasil — Rafael Azevedo (técnico do TSE): "A gente tá combatendo desinformação com informação de qualidade. A gente abrindo a urna, a gente mostra que ela é, ao mesmo tempo, simples — ou seja, basta poucos parafusos para a gente poder abri-la e mostrar a segurança interna —, mas é um projeto extremamente sofisticado. E é um método mais didático para mostrar quais são as camadas de segurança e o que a gente faz para proteger o voto do eleitor."

🎭 [Trilha antiga do Repórter Esso]

🎙️ Leyberson: Em 2026, a urna eletrônica completa 30 anos de existência, e sua linha do tempo mostra uma carreira de sucesso.

🎭 [Trilha antiga do Repórter Esso]

🎙️ Leyberson: Por isso, neste episódio, vamos entender como a urna funciona, por que ela é auditada de um jeito bastante intenso, e por que ela é "off-line" na prática — não só no discurso.

🎶 [Som de TV analógica sendo ligada]

🤖 Robozito: Antes, que tal seguir o Ajudante Digital nas plataformas?

🎙️ Leyberson: Robozitoooo!

🎶 [Som de TV analógica sendo desligada]

🎶 [Som de engrenagens] 🎶

CAPÍTULO 2: QUARENTA ETAPAS ANTES DE CONFIRMAR

🎶 [Som de votação finalizada] 🎶

🎙️ Leyberson: A urna eletrônica é um hardware com circuitos eletrônicos…

🎭 [Seu Madruga — Chaves] "Não me diga!"

🎙️ Leyberson: …mas não é só "uma máquina que computa votos".

🎭 [Silvio Santos] "É, tá bom!"

⚙️ Robozita: É bem mais que isso: ela registra, criptografa e audita cada voto, um por um.

🎙️ Leyberson: Só que, antes de qualquer voto ser registrado, a urna passa por cerca de 40 etapas de fiscalização e auditoria.

🎭 [Meme: UAU — Wally]

⚙️ Robozita: E não é só o TSE que controla o próprio jogo. Tô certa?

🎙️ Leyberson: Certo! Partidos, universidades, Polícia Federal, CNJ, TCU e até missões internacionais de observação acompanham de perto o processo.

🤖 Robozito: Ih, virou reunião de condomínio, com síndico, subsíndico e todo mundo de olho na ata.

🎭 [Tumulto na escolinha com Professor Girafales — Chaves]

🎙️ Leyberson: Um dos pontos mais fortes é o Teste Público de Segurança, o TPS. Segundo destacou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, ao portal de notícias do Tribunal, qualquer brasileiro maior de 18 anos pode se inscrever e tentar, oficialmente, achar uma brecha no sistema.

⚙️ Robozita: Tô lendo a entrevista dele no site do TSE. Ele diz o seguinte, abre aspas: "Historicamente, costumam participar profissionais de tecnologia. Essas pessoas podem se inscrever em grupos. Então é muito natural que haja inscrições de grupos de universidades. Por exemplo, a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul participou nas duas últimas edições. Nós já tivemos grupos do Rio Grande do Sul e, em várias edições, a participação da Polícia Federal."

🎙️ Leyberson: Nesses testes, se alguém encontrar uma vulnerabilidade, ela é compartilhada e o TSE corrige. Depois, chama a pessoa ou instituição de volta pra confirmar se resolveu, sempre antes do ano eleitoral.

🤖 Robozito: Ah, é tipo aquele amigo chato que devolve o jogo de tabuleiro e fala: "faltou uma peça".

🎙️ Leyberson: Só que aqui, ninguém deixa peça abandonada ou solta por aí.

⚙️ Robozita: E tem mais: um ano antes da eleição, o código-fonte — a "receita" de como o sistema funciona por dentro — fica aberto para inspeção das entidades fiscalizadoras. Neste ciclo eleitoral, o código está disponível desde 2 de outubro de 2025.

🎙️ Leyberson: Depois desse período, o sistema passa por uma cerimônia pública de assinatura digital e lacração, agora em setembro deste ano — garantindo que ninguém troque uma vírgula sem que todo mundo perceba.

🎶 [Som estridente de engrenagens de um cofre se fechando] 🎶

🎶 [Som de engrenagens] 🎶

CAPÍTULO 3: A URNA É COMO UMA FECHADURA OFF-LINE

🎶 [Som de falta de conexão discada] 🎶

🎶 ["Bip" de fechadura eletrônica] 🎶

🎙️ Leyberson: Chegamos ao ponto em que o Robozito brincou lá no início, e que gera bastante dúvida e teoria da conspiração: afinal, dá pra invadir a urna pela internet?

🎶 ["Bip" de erro de fechadura eletrônica] 🎶

🤖 Robozito: Uai, foi uma pergunta sincera. Hoje, até geladeira tem Wi-Fi.

🎙️ Leyberson: Pois é, e é aí que mora a diferença. A geladeira pode ter Wi-Fi. Já a urna, não — nem cabo de rede, muito menos conexão discada.

⚙️ Robozita: Os únicos cabos na urna são o da energia elétrica e aquele interligado ao terminal do mesário.

🎙️ Leyberson: Bora fazer uma analogia com outro item de segurança bem conhecido?

🎭 [Gustavo no Celso Portiolli] "Sim!"

🤖 Robozito: Item bem conhecido? É um antivírus? Um cão de guarda? A senha do banco?

🎭 [Shrek para o Burro] "Nãooooooooo!"

🎭 [Kiko no Chaves] "Não deu."

⚙️ Robozita: Não, né. Se você tivesse prestado atenção no título do capítulo, saberia: ele vai comparar a urna com uma fechadura eletrônica.

🎙️ Leyberson: Isso mesmo. Pensem em duas fechaduras de altíssima segurança, idênticas: mesmo material reforçado, mesma trava, as duas com o mesmo sistema de criptografia — pode ser sofisticado, rudimentar, o que você quiser, desde que funcione. Mas tem uma única diferença entre as duas: uma tem um módulo extra de conexão — interage com aplicativo, recebe comando remoto, tem internet. A outra não tem esse módulo, e nem espaço pra ele.

🤖 Robozito: Ok, mas as duas são igualmente seguras "por dentro", não são?

⚙️ Robozita: Na teoria, sim. Mas, na prática, a conectada pode ser atacada por qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora — só precisa de uma falha e uma conexão de internet.

🎙️ Leyberson: Já a off-line só pode ser atacada por quem está fisicamente na frente dela. Sem exceção. Não existe invasão remota de uma porta que nem porta tem.

⚙️ Robozita: É exatamente o caso da urna eletrônica brasileira. E quem reforça essa característica são as auditorias, os testes públicos e até aquele unboxing televisionado.

🎙️ Leyberson: Se mesmo assim você não acreditar, ouça o que diz o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, que é categórico:

🎶 [Som de TV analógica sendo ligada]

🗣️ Rafael Azevedo (TSE), no canal do TSE no YouTube: "É uma urna eletrônica que não tem, como já falei, nenhum tipo de comunicação sem fio. E as comunicações com fio são restritas a interfaces USB, que também são protegidas contra dispositivos desconhecidos."

🎙️ Leyberson: Ela não tem chip que permita conexão sem fio. Nem Wi-Fi, nem Bluetooth:

🎶 [Som de TV analógica sendo ligada]

🗣️ Rafael Azevedo (TSE), no canal do TSE no YouTube: "Essa é a placa-mãe eletrônica da urna brasileira, e ela não tem nenhum chip de computador com capacidade de fazer conexão sem fio."

🎙️ Leyberson: E cada urna funciona de forma individual: ao mesmo tempo em que ela imprime o Boletim de Urna — afixado na parede da seção pra qualquer um conferir —, ela também grava o mesmo resultado, já assinado digitalmente e criptografado, numa mídia removível.

🤖 Robozito: Ah, é como se não tivesse nem caminho, nem portão, nem porta pra bater.

🎭 [Meme musical: Era uma Casa Muito Engraçada]

🎙️ Leyberson: Isso! E aí mora a inviabilidade do ataque em massa: ninguém ataca 563 mil urnas ao mesmo tempo, sentado em casa ou na padaria do lado, porque nenhuma delas está acessível pela internet. Seria preciso violar fisicamente, em pessoa, cada uma das 563 mil. Isso não existe nem em multiverso de filme de herói.

🎭 [Trilha épica Vingadores — Ultimato, interrompida]

⚙️ Robozita: E a urna fica isolada do início ao fim: no começo do dia, os mesários imprimem a zerésima — um primeiro boletim que prova que ela começou zerada; no fim, imprimem o Boletim de Urna com QR code, afixado publicamente.

🎙️ Leyberson: Só depois disso o resultado — já consolidado, sem voto individual algum — segue nessa mídia até os pontos de transmissão, e de lá circula por rede fechada e criptografada, controlada pela Justiça Eleitoral. Não é a mesma coisa que estar na internet aberta.

🤖 Robozito: E se alguém tentar alterar algo nesse trajeto?

🎙️ Leyberson: Num caso hipotético desses, o próprio Boletim já publicado na parede serve como parâmetro de conferência: a conta final precisa bater com o que já foi tornado público na seção.

⚙️ Robozita: Viu, Robozito, não dá pra hackear remotamente porque a urna é totalmente ignorante quando o assunto é internet, que nem certos robôs.

🎙️ Leyberson: E que continue assim, robusta e old school, né!

CAPÍTULO 4: A INVIABILIDADE DE UMA FRAUDE EM ESCALA

🎙️ Leyberson: Ainda no mundo das suposições, vamos pensar o que aconteceria se alguém conseguisse criar uma manopla poderosa capaz de fraudar fisicamente a urna, uma por uma. Robozita, o TSE tem quantas unidades de urnas mesmo?

⚙️ Robozita: Nas Eleições 2026, serão 563.910 urnas em uso, atendendo mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores, distribuídas pelos 27 tribunais regionais eleitorais do país.

🤖 Robozito: Deixa eu fazer as contas aqui no meu processador... isso é MUITA urna! Nem juntando as manoplas de todos os multiversos pra isso.

🎶 [Som de cálculo matemático em bits]

🎙️ Leyberson: E vale lembrar que cada urna passa, individualmente, por aquelas 40 etapas de fiscalização. É testada, lacrada, tem seu Boletim de Urna impresso e afixado publicamente.

⚙️ Robozita: Ou seja, fraudar em escala relevante exigiria coordenar um número gigantesco de pessoas — mesários, fiscais de partido, técnicos — em milhares de locais, ao mesmo tempo, sem que ninguém percebesse ou denunciasse em nenhum ponto da cadeia.

🎙️ Leyberson: E tem mais: desde a implantação da urna, em 1996, segundo o próprio TSE, não há caso de fraude comprovada.

⚙️ Robozita: A urna eletrônica é mais seguida que muito influencer por aí. Esse processo de transparência também é acompanhado por Missões de Observação Eleitoral internacionais — OEA, União Europeia, Parlasul, entre outras —, credenciadas especificamente pelo TSE para isso.

🎙️ Leyberson: Ou seja: tem gente séria de fora do país de olho também, sem interferir, só documentando tecnicamente.

CAPÍTULO 5: LINHA DO TEMPO — 30 ANOS DE URNA

🎙️ Leyberson: Já que a urna fez 30 anos, vale dar a ficha técnica dela ao longo dos anos. Jogo rápido.

🎶 [Som de máquina do tempo] 🎶

⚙️ Robozita: 1996:

🎙️ Leyberson: A primeira urna eletrônica implantada no Brasil, já isolada de rede desde o início.

🎶 [Som de máquina do tempo] 🎶

🎭 [Bob Esponja] "Muito tempo depois..."

🤖 Robozito: 2014:

🎙️ Leyberson: Chega o modelo UE2013, com melhorias no sistema operacional Uenux, principalmente em criptografia.

🎶 [Som de máquina do tempo] 🎶

⚙️ Robozita: 2016:

🎙️ Leyberson: Entra em campo o modelo UE2015.

🤖 Robozito: 2021:

🎙️ Leyberson: Chega a UE2020, com processamento 18 vezes maior, tela touch pro mesário e certificação ICP-Brasil.

⚙️ Robozita: 2023:

🎙️ Leyberson: É instalada a UE2022, o modelo mais recente, com teclado touch e reforços de segurança.

🎙️ Leyberson: Esses quatro modelos são robustos e, por isso, ainda estarão rodando nas urnas usadas nesta eleição. Claro que os modelos mais recentes, o UE2020 e o UE2022, rodam em mais urnas — um total de 77% dos equipamentos disponíveis.

⚙️ Robozita: Trinta anos sem conexão de rede e ainda mais atualizada que muito caixa eletrônico 24 horas por aí.

🎶 [Som de engrenagens] 🎶

CAPÍTULO 6: NÃO CAIA NO CONTO DA "URNA FRAUDADA"

🎶 [Som de urna eletrônica confirmando] 🎶

🎙️ Leyberson: Pra fechar o episódio de forma bem útil, vamos listar seis dicas rápidas pra não cair em boato sobre urna fraudada.

🎶 [Som de metais batendo] 🎶

🎙️ Leyberson: Primeira dica: desconfie de vídeo ou print sobre algum acontecimento com a urna sem fonte verificável — tipo TSE, imprensa séria, agência de checagem.

🎶 [Som de metais batendo] 🎶

🎙️ Leyberson: Segunda dica: lembre que o Boletim de Urna é público e impresso na hora, afixado na parede da seção. Não é número que "aparece do nada" depois.

🎙️ Leyberson: Terceira dica: se alguém disser "hackearam a urna pela internet", já sabe: fisicamente, ela não tem chip de rede nenhum. Essa alegação específica não se sustenta tecnicamente, e você pode mandar esse meme pra ele:

🎭 [Meme: Caetano Veloso] "Você é burro, cara!"

🎶 [Som de metais batendo] 🎶

🎙️ Leyberson: Quarta dica: fraude em escala nacional exigiria conluio de um número enorme de pessoas, em milhares de locais, driblando dezenas de etapas de fiscalização — sem vazar em quase 30 anos.

🎶 [Som de metais batendo] 🎶

🎙️ Leyberson: Quinta dica: você mesmo pode fiscalizar as urnas eletrônicas. O Teste Público de Segurança é aberto à sociedade civil.

🎶 [Som de metais batendo] 🎶

🎙️ Leyberson: Sexta dica, talvez a mais importante: dúvida ou preocupação com segurança é legítima. A gente não está aqui pra dizer que perguntar é errado — pelo contrário. Vale só repetir a orientação do TSE: busque resposta em fonte que se sustente tecnicamente, não em corrente de WhatsApp, independentemente da boa intenção.

🎭 [Meme: Dona Irene] "Besteira a gente diz uma só vez, né não."

7. ENCERRAMENTO

🎶 [Trilha de encerramento] 🎶

🎙️ Leyberson: Resumo da ópera: a urna eletrônica é auditada por dentro, isolada por fora e distribuída numa escala que torna fraude em massa uma fantasia logística. Isso não é opinião de colunista, de jornalista ou nossa aqui do Ajudante Digital — é o que mostram 30 anos de existência da urna eletrônica e os testes públicos abertos a qualquer cidadão.

🎶 [Vinheta de encerramento oscila] 🎶

🎙️ Leyberson: E o mais bacana: essa transparência não é discurso de campanha ou do governo da vez. É processo técnico, ano após ano, eleição após eleição, sempre no mesmo lugar: às claras.

🤖 Robozito: Dessa vez ninguém pode dizer que a gente não participou do unboxing da democracia, hein? No próximo episódio, a gente podia fazer um unboxing da mesa de som do estúdio...

⚙️ Robozita: Nãooooooooooooooo, começa não, Robozito…

🎙️ Leyberson: Até semana que vem, com o último episódio da temporada, que terá como tema IA nas eleições — ter ou não ter, eis a questão.

🤖 Robozito: Este episódio teve revisão de roteiro de Rafael Guimarães e usou para fins meméticos: o burro de Shrek, o Gustavo do "Sim ou Não" no Celso Portiolli, o Dooley do Pica-Pau, cenas de Chaves (Seu Madruga, Kiko, Professor Girafales e o bordão do seriado), Porta dos Fundos, Choque de Cultura, Silvio Santos, a Trilha do Repórter Esso, o meme musical "Era uma Casa Muito Engraçada", a trilha de Vingadores: Ultimato, Bob Esponja, Caetano Veloso e a Dona Irene.

🎙️ Leyberson: Tchau!

🎶 [Vinheta final sobe e encerra]

 

O Ajudante Digital é uma coluna multiplataforma com dicas tecnológicas para o dia a dia de quem está conectado com a Rádio Nacional. Os episódios inéditos estreiam no Tarde Nacional da Nacional SP e também são veiculados em ondas curtas pela Nacional Jovem (Nacional Amazônia).

Conteúdos adicionais, links de fontes citadas e a transcrição dos episódios são publicados na plataforma de podcasts da Radioagência Nacional.

 

Criação, roteiro e apresentação: Leyberson Pedrosa

Identidade sonora: José Maria Pardal

Montagem e desenho de som: Leyberson Pedrosa

Identidade visual: Silvino Carneiro e Caroline Ramos

Edição web: Rilton Pimentel

 

 

Saiba como participar

Dúvidas tecnológicas podem ser enviadas em áudio ou texto para o WhatsApp (11) 97469-0138. Mande críticas e sugestões para o e-mail do Ajudante Digital e siga a gente nas principais plataformas de podcast: Spotify | Apple Podcasts | Amazon Music | Youtube Music | Feed RSS.

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