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Cultura

História Hoje: Rachel de Queiroz foi primeira mulher na Academia Brasileira de Letras

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Apresentação Carmen Lúcia
28/10/2015 - 09:23
Brasília (DF)

Em 28 de outubro de 1937, Rachel de Queiroz, uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira, foi presa no Brasil.

 

A prisão, que durou dois anos, ocorreu em Fortaleza, capital do Ceará, durante a ditadura de Getúlio Vargas. A acusação era de que a escritora era comunista. Seus livros foram queimados em praça pública.

 

No confinamento, escreveu o Caminho de Pedras, livro que retrata as decepções em relação ao Partido Comunista, com o qual chegou a romper, e o conflito entre operários e intelectuais de militância.

 

Menos de 30 anos após ser presa, Rachel de Queiroz, em 1964, apoiou a ditadura militar que se instalava no Brasil. Integrou o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da Arena, partido político de sustentação do regime.

 

A obra de Rachel de Queiroz é marcada pela crítica social. O livro “O quinze”, escrito aos 20 anos, ganhou o prêmio da Academia Brasileira de Letras. O romance mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria.

 

O romance Memorial de Maria Moura, escrito em 1992, conta a saga de uma cangaceira nordestina, e foi adaptado para a televisão.

 

Além de escritora, foi também cronista, jornalista, tradutora e dramaturga, e foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras.

 

Raquel de Queiroz ganhou o prêmio Jabuti de Literatura Infantil, em 1970. Em 1993, o Prêmio Camões, o mais importante reconhecimento literário em língua portuguesa.

 

Durante trinta anos escreveu crônicas para a revista semanal O Cruzeiro e para o jornal O Estado de S. Paulo. Ela dizia que não gostava de escrever e que o fazia apenas para se sustentar.

 

Rachel de Queiroz morreu, aos 92 anos, no Rio de Janeiro, vítima de problemas cardíacos.

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