Películas de São Paulo, Minas, Ceará e Maranhão levam o Troféu Barroco da Mostra de Tiradentes
Cinco filmes foram agraciados com o Troféu Barroco na cerimônia de premiação da 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes. No evento que terminou neste fim de semana, se destacaram duas produções de São Paulo, uma de Minas Gerais, uma do Ceará e uma do Maranhão.

As produções paulistas levaram a melhor nos prêmios concedidos através da votação do público. O documentário Pitanga, que marca a estreia da atriz Camila Pitanga na função de diretora, foi escolhido o melhor longa-metragem. O filme traça a trajetória estética, política e existencial do ator Antônio Pitanga, pai de Camila. A atriz exerceu a direção em parceria com o cineasta Beto Brant. Também escolhido pelo júri popular, o documentário Procura-se Irenice, dos paulistas Marco Escrivão e Thiago Mendonça, foi o melhor curta-metragem.
O Júri Jovem, composto por pessoas selecionadas através de uma oficina de crítica cinematográfica, foi responsável pelo prêmio da Mostra Olhos Livres, que reúne filmes com uma linguagem mais autoral e menos convencional. O troféu foi entregue à Lamparina da Aurora, produção maranhense dirigida por Frederico da Cruz Machado. O longa-metragem gira em torno das memórias de um casal de idosos em uma fazenda abandonada.
Os outros dois prêmios foram entregues pelo júri de críticos. Na Mostra Foco, voltada para curtas-metragens, uma produção cearense levou a melhor: Vando Vulgo Vedita, dirigido por Andréia Pires e Leonardo Mouramateus.
Já na Mostra Aurora, dedicada ao primeiro ou segundo longa-metragem de novos cineastas, o documentário mineiro Baronesa recebeu o troféu. Dirigido por Juliana Antunes, o filme aborda a vida de duas vizinhas em um bairro de periferia de Belo Horizonte. Elas buscam evitar os conflitos do tráfico. Segundo a diretora, seu primeiro longa-metragem foi um trabalho de extrema imersão.
Sonora: “Eu morei cinco anos na Vila Mariquinha e, para além disso, teve mais um ano de montagem, até chegar ao resultado final. Foi um filme que atravessou nossas vidas. Então, a potência do filme se vê na tela.”
Todos os diretores de filmes premiados, além do Troféu Barroco, receberão incentivos de empresas patrocinadoras para a realização de um novo trabalho. Ele terão, por exemplo, recursos para locação de equipamentos e para pós-produção.
Uma novidade da 20ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes foi a entrega do primeiro Prêmio Helena Ignez, criado para homenagear anualmente uma mulher que tenha se destacado. A premiada precisa ter destaque em funções como direção de fotografia, montagem, roteiro, entre outras. O troféu foi entregue à Fernanda de Sena, que responde pela direção de fotografia do filme Baronesa.
A expansão da presença da mulher no mercado cinematográfico repercutiu nesta edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que registrou um recorde. Dos 108 títulos da programação, 43 tinham presença feminina na direção, o que representa cerca de 40%.