Quase 80 anos após a 1ª oficial missão ao Planalto Central, Brasília começou a ser construída
A primeira missão oficial para reconhecimento da região que viria a sediar a nova capital do Brasil ocorreu no ano de 1877.

O historiador e militar Francisco Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, foi quem liderou a equipe que visitou o Planalto Central, a serviço do Ministério da Agricultura.
Como, na época, o Brasil ainda era um império, Varnhagen sugeriu que a capital se chamasse Imperatória.
O nome “Brasília” tinha sido proposto quase 50 anos antes, por José Bonifácio, o “Patriarca da Independência”.
Nos planos do historiador, a capital seria transferida para a Vila Formosa da Imperatriz, atualmente Formosa, município goiano que hoje faz parte da região do Entorno do Distrito Federal.
Só 15 anos depois, em 1892, já na República, o presidente Floriano Peixoto nomeou a Comissão Exploradora do Planalto Central.
O grupo era formado por 21 pessoas chefiadas pelo astrônomo e geógrafo belga Louis Ferdinand Cruls. A Missão Cruls não foi a primeira, mas se tornou a mais conhecida.
O grupo demarcou uma região em formato retangular, que tinha mais de 14 mil quilômetros quadrados e já havia sido indicada por Varnhagen, mas entrou para a história com o nome de Quadrilátero Cruls.
O grupo apresentou dois relatórios sobre os trabalhos, nos anos de 1894 e 1896.
No começo da década de 1950, o Congresso Nacional determinou a realização de novos estudos, que foram concluídos em 1955, quando a área prevista para receber o Distrito Federal aumentou para 52 mil quilômetros quadrados.
No ano seguinte, já no exercício da Presidência da República, Juscelino Kubitschek criou a Novacap, Companhia Urbanizadora da Nova Capital. E deu início à construção da cidade.
Foi em outubro de 1956 que começou a jornada de mil dias para Brasília.