Sem tradição ou geração mais velha para servir de referência, teatro de Brasília cresceu livre

Alexandre Ribondi

Publicado em 24/04/2020 - 16:53 Por Victor Ribeiro - Brasília

 

"Uma cidade que, quando começou, não tinha tradição. Não tinha uma geração mais velha que nos impusesse seus hábitos de costume. Então, tínhamos a liberdade de criar o que quiséssemos, que não tinha que prestar contas a ninguém. E este é o norte do teatro feito em Brasília até hoje. A gente não em que satisfazer tradição alguma. Estamos permamentemente nos renovando, aprendendo conosco mesmos e os companheiros de trabalho. E isso é muito bom e saudável no teatro de Brasília."

 

O Alexandre Ribondi, dono dessa voz, é escritor, jornalista, ator, professor e diretor de teatro. Montou seu primeiro espetáculo em Brasília no ano de 1970, quando a capital tinha apenas 10 anos e ele, só um pouco mais que isso.

 

Ribondi destaca que, no começo, mais do que patrocínio, que sempre foi escasso, o teatro em Brasília buscava uma identidade, assim como a própria cidade.

 

Alexandre Ribondi passou por todos - ou quase todos - os palcos de Brasília. Ele manifesta muito carinho pelo icônico Teatro Galpão, porque  considera que desde que foi criado até hoje   é um bom lugar para os artistas encontrarem o público. E, claro, lembra do Teatro Nacional, que está fechado desde 2014, sem previsão para reabrir.

 

Mas, acima de tudo, Alexandre Ribondi acredita muito no potencial do público e dos artistas de Brasília.

 

Junto com os sócios, Alexandre Ribondi mantém a Casa dos Quatro, um espaço que recebe espetáculos e que abre espaço para a convivência e a troca de experiências, por meio de cursos.

 

Na próxima reportagem, o assunto é cinema.

 

 


* Com produção de Renato Lima

** Acesse aqui todas as reportagens do especial Brasília 60 Anos, que vai ao ar na Rádio Nacional e parceiras e também é publicado na Radioagência Nacional.

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