Museu Nacional recupera 30% da Coleção Imperatriz Teresa Cristina

Incêndio que destruiu a instituição completa dois anos nesta quarta

Publicado em terça-feira, 1 Setembro, 2020 - 19:54 Por Lígia Souto - Rio de Janeiro

Na véspera de completar dois anos do incêndio que destruiu o Museu Nacional, uma notícia deu ânimo novo aos pesquisadores. Eles anunciaram o resgate de cerca de 30% da coleção trazida pela imperatriz Tereza Cristina, que desembarcou no Brasil em 1843.

As peças faziam parte do acervo consumido pelo fogo, que atingiu, no dia 2 de setembro de 2018, a mais antiga instituição histórica do país, na Quinta da Boa Vista, zona norte carioca. 

Com mais de 700 itens, a coleção chegou ao Rio na bagagem da princesa italiana, que foi casada com D. Pedro Segundo. Entre as peças, tesouros descobertos durante escavações de sítios arqueológicos da Itália, sobretudo nas ruínas das cidades de Pompeia e Herculano, destruídas pelas cinzas de um vulcão, no ano 79. Os objetos, de bronze, terracota e vidro, retratam a cultura, o cotidiano e a arte das civilizações antigas. Relíquias que se perderam nos escombros do museu, mas que foram resgatadas e passam, agora, por um processo de restauração.

Segundo a professora e arqueóloga Claudia Carvalho, coordenadora do Museu Nacional, mais de 4,5 mil registros fazem parte do material coletado após o incêndio.

Durante uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (1), a professora explicou que parte da Coleção Tereza Cristina, que está entre os achados, tem relação direta com a memória do Palácio, que foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira. Ela conta o desafio que foi retirar o material dos escombros sem causar maiores danos. 

O incêndio de grandes proporções atingiu dois andares do prédio e fez com que o teto desabasse e destruísse grande parte do acervo, de mais de 20 milhões de peças.

A arqueóloga Ângela Rabello, também responsável pelo trabalho de resgate, disse que ainda não é possível afirmar quantas peças da coleção devem voltar à exposição ao público.

Para o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, o resgate das peças merece ser comemorado.

A lista de itens que resistiram às chamas inclui partes do famoso crânio de Luzia, fóssil mais antigo das Américas, e o meteorito Angra dos Reis. Todo o material coletado fará parte de um inventário que deve levar de dois a três anos para ser concluído. 


 

Edição: Adrielen Alves

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