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Cultura

Museu das Favelas: exposição celebra trajetória do poeta Sérgio Vaz

Exposição sobre o Poeta da Periferia vai até janeiro de 2026 em SP
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Joana Côrtes - repórter da Rádio Nacional
25/07/2025 - 20:36
São Paulo
São Paulo (SP), 06/12/2024 - Equipamento público no largo Páteo do Colégio, que tem novo endereço: saiu do Palácio dos Campos Elíseos e foi para o Patéo do Colégio. O novo espaço é reinaugurado com uma série de exposições: “Favela em Fluxo” exibe obras de 22 artistas brasileiros e ficará até fevereiro de 2024. “Marvel – O Poder é Nosso” apresenta releituras feitas por jovens artistas negros e indígenas. A exposição “Racionais MC’s: O Quinto Elemento” celebra os 35 anos da banda de rap Racionais MC’s com itens históricos dos membros do grupo, “Sobre Vivências” desconstrói estereótipos das favelas com mais de 80 obras. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

"A vingança tem seu lado bom se usada como convém. Por exemplo, se alguém disser que te ama, vingue-se dele, ame-o também". 

O poema que acabamos de ouvir é de Sérgio Vaz, conhecido como “poeta da periferia’. Aos 61 anos, o escritor e também ativista cultural é celebrado em exposição sobre sua vida e obra no Museu das Favelas, em São Paulo.

A exposição Fluxo Poético– Sérgio Vaz: O Poeta da Periferia celebra os 35 anos de trajetória de uma das mais importantes vozes da literatura periférica brasileira.

A mostra reúne poemas, imagens, vídeos, publicações, objetos e instalações artísticas que revelam o poder da palavra como ferramenta de transformação, educação e cidadania.

Com mais de dez livros publicados, Vaz tem uma produção de quase quatro décadas marcada pela oralidade, pela coletividade e pelo cotidiano das quebradas.

O poeta da periferia conta para Rádio Nacional o que a literatura permanece ensinando a ele.

"A literatura me ensinou tudo sobre a vida, sobre como andar, como andar para frente, porque não andar para trás, o porquê do conhecimento, o despertar da vida, o espiritual. Me ensinou sobre amor, sobre ódio, sobre guerra, sobre paz. Ela me ensinou tudo o que o ser humano precisa aprender para caminhar sozinho".

Sérgio Vaz ficou conhecido por organizar, desde 2001, o Sarau da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), todas as terças-feiras, no Jardim Guarujá, zona sul da capital paulista.  

Após ver a exposição no Museu das Favelas, o poeta afirma que segue firme, apresentando novos mundos aos leitores das periferias.

"A sensação é de que valeu a pena ter sonhado tudo isso, valeu a pena ter vivido tudo isso, mas o que me trouxe até aqui foi mágico. Os lugares que eu passei, os perrengues, as coisas boas, as coisas tristes, as coisas alegres, disso tudo é o que está aqui. Então, para mim, é uma sensação maravilhosa".

A exposição vai permanecer até 25 de janeiro de 2026 no Museu das Favelas em São Paulo. A entrada é gratuita.

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