O número de queixas de brasileiras vítimas de roubos, fraudes e violência cometidos por maridos estrangeiros vem crescendo no Brasil, de acordo com o Itamaraty.

Apostando em uma vida melhor elas deixam a família, os amigos e até a profissão e mergulham em uma diferente cultura. Mas, em muitos casos, o romance dá lugar à violência.
Foi o caso da designer, Cláudia Fernandes. Ela conta que foi morar no Canadá com marido norte-americano. Após muitos desentendimentos resolveu fugir para o Brasil com a filha pequena. Hoje, a carioca alerta que é preciso tomar alguns cuidados, como um contrato de casamento, antes de partir para a nova vida.
O último relatório internacional da Central de Atendimento à Mulher 180 aponta que foram recebidas 80 ligações em um ano. As mulheres que mais denunciaram residem na Espanha, Itália e Portugal.
A violência doméstica e familiar foi configurada em 70% dos telefonemas, sendo que em 84% a agressão foi praticada pelo atual ou ex-companheiro da vítima.
A pesquisadora e especialista da Universidade de Brasília Tânia Montoro diz que a situação se agrava ainda mais quando a mulher está ilegal no país.
Para Cláudia Fernandes, saber a língua e as leis é questão de sobrevivência.
A representante da Onu Mulheres no Brasil Nadine Gasman lamenta o grande número de casos e destaca as medidas de proteção às mulheres, como a Lei Maria da Penha.
Hoje no Brasil e em mais 16 países a Central de Atendimento à Mulher funciona para orientar as vítimas de violência. São 16 países na América Latina, Europa e América do Norte. O serviço do Ligue 180 no exterior conta com a parceria do Ministério da Justiça e do Itamaraty.