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Direitos Humanos

Auditores pedem prisão de mandantes da Chacina de Unaí

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Danyele Soares
28/01/2016 - 16:08
Brasília

Cerca de cem auditores fiscais do trabalho fizeram um ato em Brasília para lembrar os 12 anos da Chacina de Unaí. No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o grupo pediu a prisão dos mandantes do crime que terminou com a morte de três auditores do trabalho e um motorista.

 

Os manifestantes também querem celeridade no julgamento de recursos dos réus. Eles soltaram 12 mil balões pretos no céu da capital federal em homenagem aos colegas assassinados.

 

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Carlos Silva, a categoria enfrenta diversos problemas no dia a dia, como a falta de pessoal.

 

Segundo ele, são 2.500 profissionais, mas,  segundo o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -, o país precisa de, pelo menos, 8 mil auditores. E ele alerta que o trabalhadores convivem com a insegurança.

 

O secretário-executivo adjunto do Ministério do Trabalho e Previdência Social, José Eduardo Lima, afirma que o órgão já solicitou ao Ministério do Planejamento a abertura de concurso e tem agindo para melhorar as condições de trabalho da categoria.

 

Sobre a segurança, o órgão informou que sempre que o auditor se sentir ameaçado antes de realizar uma fiscalização, deve pedir apoio dos órgãos de polícia. Mas reconheceu que nem sempre há efetivo policial suficiente para acompanhar os auditores.

 

A Chacina de Unaí aconteceu no dia 28 de janeiro de 2004. Três auditores fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram mortos quando investigavam uma denúncia de trabalho escravo. Dos sete envolvidos no caso, três foram condenados e presos em 2013 como executores do crime e os quatro mandantes foram condenados, mas recorrem em liberdade.

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