Essa é Rafaela Lopes Silva, 24 anos, mulher, preta, lésbica e de origem humilde. Quando foi desclassificada da Olimpíada de Londres, em 2012, ela se tornou alvo de ataques virtuais carregados de preconceitos. Rafaela quase desistiu do esporte.

O racismo foi um dos preconceitos contra a judoca e nem todos que sofrem esse tipo de ataque conseguem superá-lo.
Para tentar acabar com o racismo nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), elaborou a cartilha “Por Olimpíadas sem Racismo”.
Para Mário Lúcio Duarte Costa, o goleiro Aranha, que no ano passado também foi vítima dos ataques virtuais, só a denúncia e a punição podem acabar com as manifestações racistas.
A cartilha contra o racismo é bilíngue, em português e em inglês, e traz orientações sobre como identificar e denunciar os crimes de racismo e injúria racial. A cerimônia de lançamento da campanha contra o racismo ocorreu nessa quinta-feira (11), na Casa Brasil, espaço para divulgação das ações do governo federal montado no Boulevard Olímpico.