Assassinato de filho de funkeira mobiliza defensores de direitos humanos

Direitos Humanos

Publicado em 12/12/2016 - 18:27 Por Isabela Vieira - Rio de Janeiro

Organizações de direitos humanos e antirracistas divulgaram notas e mensagens se solidarizando com a  cantora Tati Quebra Barraco. Ela perdeu o filho Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, no último domingo (11) em uma suposta troca de tiros com a polícia, na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.

 

Nas redes sociais, a Tati  culpou a Polícia Militar pela morte do menino, que não resistiu aos disparos. A comoção, no entanto, não foi unânime e o perfil da artista nas redes sociais foi inundado por postagens racistas, com discurso de ódio contra a cantora e seu filho. As mensagens foram classificadas como “desumanas”, em uma nota oficial postada pela assessoria de Tati. Na nota, ela agradece o apoio de amigos e fãs.

 

Em solidariedade, a organização Mães de Maio, de São Paulo, formada por donas de casa que perderam filhos na onda de crimes em São Paulo, em 2006, postou uma foto de Tati com Yuri. Assim como a funkeira, a entidade não poupou críticas à controversa ação policial no Rio.

 

De Brasília, o grupo de mulheres negras Pretas Candangas, que também se manifestou na rede, denunciou o racismo nas ações policiais que vitimam mais jovens negros, além de condenar os ataques violentos contra Tati. 

 

Em retribuição às letras de músicas de empoderamento, contra o preconceito a gays, lésbicas, bissexuais e travestis, a Rede Afro LGBT, de Minas Gerais, também mandou condolências. Em nota, disse esperar que a cantora supere o momento.

 

O filho de Tati Quebra Barraco Yuri Lourenço foi alvejado quando estava com outro homem, identificado como Jean Rodrigues de Jesus, de 22 anos, que também morreu baleado, em meio uma ação da Unidade de Polícia Pacificadora, de Cidade de Deus.

 

De acordo com a Polícia Militar, eles entraram em confronto com os agentes, durante patrulhamento. Foram encontrados com os jovens, drogas, dois rádios transmissores e uma arma, o que coloca em dúvida a versão oficial. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as mortes e disse que a investigação será minuciosa.

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