PMs acusados de participar de massacre do Carandiru terão novo julgamento

Justiça

Publicado em 11/04/2017 - 19:10 Por Eliane Gonçalves - São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão que anulou o julgamento dos 74 policiais militares acusados de participar do massacre do Carandiru, em outubro de 1992.

 

A 4ª Câmara Criminal do TJ-SP analisou os recursos dos advogados de defesa dos policiais que pediam a absolvição direta dos réus. Em setembro do ano passado, o desembargador Ivan Sartori, que integra a 4ª Câmara, votou pela absolvição, argumentando que os crimes não foram individualizados e não é possível saber quem atirou em quem.

 

Mas, nessa terça-feira, quatro desembargadores decidiram que em crimes dolosos contra a vida, ou seja, com intenção de matar, a decisão de absolver ou condenar cabe exclusivamente ao júri. Com isso, os 74 policiais vão passar por um novo julgamento.

 

O massacre do Carandiru, aconteceu em outubro de 1992, quando, em uma operação para controlar uma rebelião no presídio, a polícia militar de São Paulo matou 111 presos. 

 

Como o caso envolve um grande número de réus e de vítimas, o primeiro julgamento foi dividido em quatro etapas e os policiais receberam penas que variavam entre 48 e 624 anos, mas nenhum deles chegou a ser preso. Os advogados dos policiais prometeram recorrer da decisão.

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