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Direitos Humanos

Conselho de Defesa da Pessoa Humana constata superlotação e insalubridade no Cadeião de Pinheiros

Sistema prisional
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Nelson Lin
08/08/2017 - 09:07
São Paulo

Em vistoria realizada na última semana no Centro de Detenção Provisória, o CDP-1 de Pinheiros, conhecido como Cadeião de Pinheiros, o membro do Conselho de Defesa da Pessoa Humana de São Paulo Ariel de Castro Alves relatou a situação precária e insalubre no CDP-1. O centro viveu uma rebelião no último dia 24 de julho.

 

De acordo com o conselheiros, a situação dos presos é degradante. Alguns deles precisam de tratamento médico. Além disso, a luz está cortada e o uso da água é racionado. Ariel Alves constatou ainda que as pias e os ralos estão entupidos, e os presos relataram a presença constante de ratos.

 

Outra situação relatada pelo conselheiro é que cerca de 20% dos presos já têm condenação e deveriam estar em presídios. Ariel Alves avalia que a falta dessa transferência é uma das causas para a superlotação. Lá cabem 524 presos, mas há 1.224 pessoas.

 

Sonora: “Nós tínhamos celas para 15 presos e estavam com 40. E constatamos que 20% dos presos de lá já têm condenação. Eles deviam estar em penitenciárias e não em um Centro de Detenção Provisória. Todos os presos, desde a rebelião, estão trancados nas celas, sem banho de sol.”

 

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que as denúncias são inverdades e que as visitas de familiares devem ser retomadas no próximo fim de semana. E que, atualmente, a unidade passa por um a reforma para melhorar a segurança. A pasta negou que haja presos condenados no Cadeião de Pinheiros e que, tão logo há sentença condenatória, eles são removidos.

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