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Direitos Humanos

Plataforma digital vai mapear agressões a mulheres no RJ

Ferramenta permite acompanhar casos e apoiar sobreviventes
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Cristiane Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional
21/08/2025 - 10:01
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 08/03/2023 - Ato denúncia em frente à Câmara Municipal, organizado pelo campanha Levante Feminista contra o Feminicídio, colocarão 210 cruzes nas escadarias do Palácio Pedro Ernesto, simbolizando cada uma das 111 mulheres assassinadas no estado em 2022 e as 99 mulheres assassinadas em 2023. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O combate à violência contra a mulher ganhou mais um aliado no estado do Rio de Janeiro. É a plataforma digital do Observatório do Feminicídio, que reúne dados da segurança, justiça e saúde.

O portal apresenta uma linguagem acessível, além de painéis interativos, que mostram levantamentos com notificações de violência de gênero. Em 2024, por exemplo, foram registrados 148 casos diários em unidades de saúde em todo o estado.

Esses dados disponíveis poderão ajudar a traçar um panorama da violência, além de servir de base para ações e políticas púbicas de prevenção.

Violência física lidera casos

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, entre janeiro e julho deste ano, foram mais de 42 mil notificações de violência em unidades de saúde, sendo 73,5% das vítimas mulheres. A violência física lidera os casos, em seguida a sexual, onde o estupro é o tipo mais comum. Em 42% das notificações, houve reincidência da agressão.

A secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, que coordena a plataforma, explicou, durante o lançamento, nesta quarta-feira, que pela primeira vez, os dados são compilados em um só lugar em seis painéis interativos. A iniciativa inédita une, segundo ela, ciência e informações para enfrentar uma das formas mais cruéis de violência contra a mulher.

A plataforma digital tem o apoio técnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e servirá, também, para aqueles que denunciam, investigam e julgam os casos, além de acolher sobreviventes e familiares.

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