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Direitos Humanos

Saúde e renda seguem menos acessíveis para mulheres, diz OIT

Desafios são maiores durante doeças, maternidade e velhice
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Tatiana Alves - Repórter da Rádio Nacional
05/03/2026 - 15:22
Rio de Janeiro
14/06/2023 Brasília (DF) - Lar dos velhinhos - Dia 15/06/2023, Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa.   Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Mulheres seguem enfrentando barreiras graves no acesso à saúde e na garantia de renda, especialmente durante doenças, maternidade e na velhice. É o que revela um novo relatório da OIT, Organização Internacional do Trabalho.

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a OIT reforça que, apesar de avanços em alguns países, as mulheres ainda não se beneficiam de forma igualitária dos sistemas de saúde – mesmo onde a lei garante esse direito.

A agência explica que isso acontece porque persistem desigualdades estruturais no mercado de trabalho: acúmulo da maior parte do trabalho de cuidado não remunerado, salários mais baixos, mais interrupções na carreira e maior risco de informalidade.

O resultado é direto: menos contribuições aos sistemas de proteção social, menor acesso a benefícios e maior risco financeiro justamente quando precisam de atendimento de saúde.

14/06/2023 Brasília (DF) - Lar dos velhinhos - Dia 15/06/2023, Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa.   Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Idosa residente no Lar dos velhinhos, Instituição de Longa Permanência para Idosos, em Brasília. 14/06/2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A agência chama atenção também para as mulheres idosas, que têm maior risco de pobreza, pensões menores e necessidades de cuidado que continuam sem resposta adequada.

Entre as recomendações, o relatório da OIT destaca: criar pacotes de benefícios que atendam às necessidades de saúde das mulheres ao longo de toda a vida; garantir serviços de qualidade próximos de onde elas vivem; ampliar a proteção financeira por meio de uma repartição mais justa de riscos; e enfrentar fatores sociais que alimentam desigualdades em saúde.

 

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