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Direitos Humanos

Conflitos no campo aumentam na 1ª metade de 2026; homicídios caem 50%

Dados da CPT apontam que Maranhão é o estado com mais disputas
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Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional
02/09/2026 - 13:33
Brasília
conflitos agrários.
Foto: Arquivo/ Agência Brasil/Arquivo
© Arquivo/ Agência Brasil/Arquivo

O número de conflitos no campo aumentou no primeiro semestre deste ano, mas a quantidade de assassinatos caiu pela metade. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que divulgou a parcial do ano nesta quarta-feira (2).

Nos primeiros seis meses de 2026 foram 841 conflitos no total, 43 a mais que no mesmo período de 2025. O Maranhão registrou o maior número, seguido pelo Pará, Bahia, Rondônia e Amazonas.

A maioria dos conflitos foi em disputas por terra – 711 casos.

A primeira metade do ano ainda registrou seis assassinatos no campo, contra 13 no ano passado: um massacre com três vítimas posseiras em Lábrea, no Amazonas; dois indígenas, em Roraima e Mato Grosso do Sul; e um trabalhador rural sem-terra no Mato Grosso.

De acordo com o relatório, a contaminação por agrotóxicos foi a forma de violência que mais aumentou; seguida de invasão aos territórios; desmatamento ilegal e ameaça de despejo; violências ligadas à expansão do agronegócio.

Os conflitos por água mais que dobraram. Passaram de 47, no primeiro semestre do ano passado, para 100 este ano.

A maior tensão por causa da água acontece no Pará. No estado, o ano tem sido marcado pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios e a ação de garimpeiros.

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