As enchentes no Amazonas afetaram 4.454 famílias em 13 municípios rurais nas regiões do Solimões, Purus, Juruá e Médio Solimões. As perdas contabilizadas na última sexta-feira (13) pelo Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) somam cerca de R$ 29,3 milhões.

A cultura da mandioca, voltada para a produção de farinha, foi a mais prejudicada: quase R$ 18 milhões. Em segundo lugar, a produção de banana, com quase R$ 7 milhões de prejuízo. De acordo com o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do Idam, José Ramonilson Gomes, a situação é crítica e o tempo de recuperação é longo.
Sonora: “Infelizmente essas grandes enchentes elas estão ocorrendo com mais frequência nos últimos anos. Então a gente teve há dois anos uma cheia grande que os produtores, alguns estavam ainda em fase de recuperação de algumas atividades e nos deparamos novamente este ano com uma grande cheia. Então para algumas atividades de ciclo mais longo essa cheia tem provocado assim, grandes prejuízos pra estes criadores, estes agricultores”.
O diretor do IDAM informou que o estado do Amazonas e o governo federal já prometeram a concessão de crédito especial para as famílias de produtores rurais afetados pela cheia.
O município de Boca do Acre na calha do Purus é o único em situação de calamidade pública no estado. Os municípios de Itamarati, Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Envira, Canutama, Tapauá, Carauari, Pauiní e Humaitá, continuam em Situação de Emergência.
Em alerta permanecem os municípios de Tabatinga, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tonantins e Benjamin Constant.
A Defesa Civil do Amazonas já enviou ao todo 321 toneladas de ajuda humanitária para as mais de 17 mil famílias afetadas pela cheia no estado.