Um dos produtos mais conhecidos e saboreados pelos brasileiros está pesando no bolso. A alta no preço do feijão pode ser sentida em todo o país. Para Charles Humberto, dono de um mercado em Tocantins, o valor do produto está “salgado”, principalmente o feijão carioca.

Na tentativa de reverter essa situação, o presidente interino, Michel Temer, autorizou a importação do produto de países vizinhos: Argentina, Paraguai e Bolívia. De acordo com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o governo vai retirar taxas e impostos para viabilizar a compra dos grãos.
O preço do feijão subiu, cerca de 40%, por questões climáticas. No Centro-Oeste, por exemplo, agricultores perderam praticamente toda a safra. Com isso, houve uma queda na oferta e aumento na demanda, o que elevou o valor .
Mas, essa autorização será temporária. Blairo Maggi disse que é estudada a possibilidade de trazer o produto do México, após a assinatura de um acordo sanitário, e da China. Ao ser questionado sobre quando os brasileiros devem sentir os efeitos da medida, respondeu.
Outro produto que teve a safra afetada foi o milho. Por isso, o governo deve subir o preço mínimo para entusiasmar os produtores a plantar e autorizar a importação do grão na primeira safra para evitar um aumento excessivo do produto.
* Matéria atualizada às 16h50 para complementação de informações e inserções de sonoras.