O governo federal anunciou que a meta fiscal de 2018 deve ser de um deficit primário de R$ 129 bilhões. Ou seja, o executivo deve gastar 129 bilhões a mais do que vai arrecadar no próximo ano. O valor é 61% maior do que a previsão anterior.

Em julho de 2016, o governo calculava um deficit de R$ 79 bilhões para 2018. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, a mudança na previsão ocorreu porque no meio do ano passado ainda não tinham sido contabilizados todos os dados da recessão econômica.
A mudança foi anunciada na apresentação do Projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018.
Ainda segundo Meireles, o governo federal só deve registrar superavit nas contas públicas em 2020, acumulando SEIS anos de resultados negativos, iniciados em 2014.
O impacto financeiro da reforma da previdência, caso seja aprovada, não está incluído na previsão divulgada.
Apesar de prevê um aumento na economia de 2,5% do PIB em 2018, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, explica que a arrecadação do governo para o próximo ano deve ser igual à de 2017.
O governo também anunciou a proposta para o novo salário-mínimo em 2018, que deve ser de R$ 979, R$ 42 a mais que o valor do salário-mínimo atual, que é de R$ 937 reais.
Dessa forma, fica mantida, por enquanto, a atual política de reajuste do valor do salário-mínimo, que é medido pelo IPCA do ano anterior mais o PIB de dois anos atrás.