Pesquisa diz que 45% dos pequenos negócios tiveram perdas na pandemia

27% de empresas com até 49 funcionários sentiram impacto positivo

Publicado em terça-feira, 18 Agosto, 2020 - 17:54 Por Tatiana Alves - Brasília

As pequenas empresas foram as mais afetadas pelos efeitos negativos da pandemia de Covid-19. 45% dos negócios com até 49 funcionários sofreram perdas severas. Nas médias empresas, que têm quadro de 50 a 499 trabalhadores, esses efeitos atingiram sofram sentidos por 39,1% delas, enquanto o quantitativo de grandes companhias afetadas pelo período de emergência sanitária ficou em 39,2%.

Em meio ao vendaval do novo coronavírus, houve também quem melhorou seus negócios. Os impactos positivos foram sentidos por 27% das pequenas empresas, 23,4% das médias e 25,3% daquelas de grande porte.

Todos os dados fazem parte do 3º ciclo da Pesquisa "Pulso Empresa", divulgada nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística , referentes à primeira quinzena de julho.

A percepção dos efeitos negativos da pandemia, como as medidas de isolamento social, também foi avaliada. Segundo o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli, o cenário ainda permanece, mas houve melhora na comparação com a quinzena anterior.

No novo levantamento, a indústria ficou estável, com um impacto negativo em 42,9% das 313,4 mil empresas, e na construção, com 38% das 160 mil empresas que enfrentaram desempenho ruim.

No comércio, a queda nas vendas por causa da Covid-19, também na primeira quinzena do mês passado, foi relatada por 46,8% das empresas. O varejo foi o mais impactado.

Dificuldades para manter os pagamentos de rotina durante a pandemia foram relatadas por 47,3% das empresas, 46,3%, não tiveram alterações e 5,1% disseram ter conseguido manter seus compromissos em dia.

Segundo os dados da pesquisa do IBGE, 80,7% das empresas não fizeram alteração no quadro de funcionários na primeira quinzena de julho. No entanto, a solução mais adotada para contornar o momento de crise foi o trabalho domiciliar por 38% das empresas. Outras condutas foram o adiamento do pagamento de impostos, a modificação do método de entrega e lançamentos de novos produtos e serviços.

 

 

Edição: Adrielen Alves

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