Estudo da UFSCar aponta que 3/4 do comércio de vizinhança é de comida

Publicado em 25/10/2021 - 21:38 Por Victor Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

Se você que nos ouve mora em um condomínio, provavelmente descobriu no último ano e meio que algum vizinho ou vizinha vende comida, corta cabelo ou organiza um brechó em casa. E o balcão de atendimento quase sempre é virtual, a partir do grupo de whatsapp.

Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, analisou esse tipo de comércio, tanto em edifícios residenciais quanto em um condomínio de casas, de abril a novembro do ano passado. E descobriu que a cada quatro vizinhos comerciantes, três vendem algum tipo de alimento.

É o caso da Grê Justino, que é administradora de empresas e tem 57 anos. Ela tinha um bar no Distrito Federal, que foi fechado em 2019. A Grê começou a fazer doces em casa e, quando veio a pandemia, o negócio prosperou.

A pesquisa apontou que, além de comida, os vizinhos também vendem serviços, como a fabricação de máscaras e reparos domésticos, em 10% das vezes. Em 6% oferecem tratamentos de beleza e higiene pessoal. A venda de roupas e os serviços para animais empatam com 4% do comércio nos condomínios.

A divulgação é feita, principalmente, pelo WhatsApp. É o que ocorre em 40% dos casos. E mais de 30% desses comerciantes apostam na boa e velha propaganda boca a boca. A Grê Justino tem uma vizinha que se tornou a principal garota propaganda dos doces dela. Ao postar os doces dela a vizinha sempre incentivava.

O estudo da Universidade Federal de São Carlos apontou que em alguns casos o próprio comércio é feito de forma solidária. É quando um vizinho faz o produto e o outro ajuda, por exemplo, fazendo uma arte para divulgar ou criando um perfil nas redes sociais.

Mas a principal rede social é mesmo a convivência. Essa atividade permitiu que a Grê Justino transformasse os vizinhos em amigos.

Apesar desses pontos positivos, a pesquisa alerta que esse tipo de comércio baseado nas relações de proximidade de vizinhança pode levar à precarização do trabalho. Como essa foi a saída encontrada por muita gente que perdeu o emprego, a venda para os vizinhos se tornou a principal fonte de renda de 36% dos comerciantes de condomínio, que muitas vezes atuam na informalidade.

Edição: Jacson Segundo / Beatriz Arcoverde

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