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Economia

Brics cobram de países ricos a aceleração do financiamento climático

Recurso atual é insuficiente a adaptação de países em desenvolvimento
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Gabriel Brum - Repórter da Rádio Nacional
07/07/2025 - 17:50
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2025 - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva  e autoridades durante abertura da plenária Meio ambiente, COP 30 e saúde global, no BRICS, no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Os líderes do Brics cobraram dos países ricos a aceleração do financiamento para adaptação climática nos países em desenvolvimento.

A Declaração-Marco sobre Finanças Climáticas foi divulgada nesta segunda-feira, na 17ª cúpula de líderes do grupo, no Rio de Janeiro.

Segundo o documento, o dinheiro fornecido pelos países desenvolvidos é insuficiente e há desequilíbrio entre os fluxos para adaptação e para mitigação. Essa diferença impacta negativamente os países mais pobres, especialmente os segmentos da população mais vulneráveis.

Os líderes do Brics destacam que a mobilização de recursos na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e no Acordo de Paris é responsabilidade dos países desenvolvidos. O texto pede que o compromisso seja cumprido para atingir a meta de financiamento de U$300 bilhões por ano até 2035 para os países em desenvolvimento.

Os líderes também demonstraram otimismo com o “Mapa do Caminho de Baku a Belém para US$ 1,3 trilhão”, com o objetivo de multiplicar o financiamento climático.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre, proposta para lançamento na COP30, que será realizada na capital paraense, foi apontado no texto como um instrumento de finanças mistas, capaz de oferecer apoio financeiro, mas previsível e de longo prazo para a conservação de florestas em pé.

Os líderes ainda condenaram e rejeitaram medidas protecionistas unilaterais, punitivas e discriminatórias, que não estejam de acordo com o direito internacional, sob o pretexto de preocupações ambientais.

O documento ainda ressalta o compromisso do Novo Banco de Desenvolvimento de destinar 40% do financiamento para projetos climáticos até 2026 e de emitir títulos sustentáveis em múltiplas moedas.

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