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Economia

13º caiu? Quitar as dívidas ainda é a principal dica dos economistas

Começar com as dívidas com os juros mais altos é um bom caminho
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Tatiana Alves - repórter da Rádio Nacional
28/11/2025 - 18:38
Rio de Janeiro
Brasília (DF) 15/03/2024 – A partir de hoje (15) de março, parte da liquidação interbancária da cobrança do documento será feita no mesmo dia do pagamento
A novidade é mais um projeto de modernização feito pelo setor bancário na modalidade de boletos, que englobará 136 bancos e será mandatória. Com a mudança, se o cliente pagar o boleto até *às 13h30, o cobrador poderá receber o dinheiro no mesmo dia, dependendo do contrato que ele tenha com a sua instituição financeira. Se o pagamento for feito após *às 13h30, a liquidação ocorrerá no dia seguinte.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

Fim de ano é época de festas e confraternização, mas também de várias contas. É nesse momento que o 13º salário chega para ajudar a fechar o orçamento. Para otimizar o uso desse valor extra, separamos algumas dicas de especialistas.

Quem estiver no vermelho deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, contas atrasadas, cartão de crédito, crediário e cheque especial.

O economista Ciro de Avelar observa que o endividamento pode aumentar vertiginosamente se o 13º salário não for usado com sabedoria. 

“Organizar as dívidas. Se possível, negociar e quitar. Ou parcelar em condições onde a pessoa não comprometa o seu orçamento, mas também onde ela tenha consciência de não aumentar o endividamento, senão a bola de neve só continua. Décimo terceiro em vez de entrar e ser algo produtivo, que a pessoa vai quitar dívida, comprar algum presente, se organizar, ou pagar contas do início do ano, não ajusta as contas de começo do ano e começa o ano muito endividado ainda”. 

Os especialistas também recomendam a quitação do valor da dívida à vista, assim é possível obter descontos ou condições mais favoráveis. 

Se houver sobras, a orientação é aplicar esse valor em uma reserva de emergência. Esse dinheiro fica destinado para gastos inesperados, como problemas de saúde, desemprego, reparos residenciais ou imprevistos no automóvel. O investimento deve ser feito em aplicações de baixo risco de perda do capital e com resgate imediato em caso de necessidade, como a Poupança e o CDB, Certificado de Depósito Bancário. A Serasa recomenda que o montante seja de, pelo menos, três meses de despesas mensais. 

O abono de Natal pode ser reservado para a compra de material escolar, a contratação de serviços educacionais e pagamento de tributos como o IPTU e o IPVA. Mesmo com a folga no orçamento dada pela remuneração suplementar, é recomendado evitar novas compras por impulso. 

Em caso de compras parceladas, o consumidor deve ficar atento ao acúmulo de cotas para não comprometer a renda ao longo do ano.

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