logo Radioagência Nacional
Economia

Governo do DF faz proposta de uso de imóveis como garantia ao BRB

Baixar
Sheily Noleto* - Repórter da Rádio Nacional
21/02/2026 - 11:58
Brasília
Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB).  Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões.
O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

Usar 12 imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília. Essa proposta, do governo do Distrito Federal, foi enviada à Câmara Legislativa e faz parte do plano apresentado ao Banco Central para levantar, ao menos, R$ 2,6 bilhões. Dinheiro para suprir as perdas com a compra de crédito do Banco Master pelo BRB.

A ideia do governo do Distrito Federal é usar esses bens como garantia para a captação de recursos, principalmente em um possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos. Segundo a proposta, os imóveis não serão vendidos de forma imediata, mas usados para reduzir os riscos de eventuais inadimplências e baixar os juros dos empréstimos ao Banco de Brasília.

Se aprovado, o projeto permite a transferência das propriedades ao BRB, estruturar operações por meio de fundos de investimento imobiliário, constituir garantias ou fazer vendas diretas. Alternativas, que podem ser adotadas de forma isolada ou combinada.

O Banco Central sinalizou que pode impor restrições ao BRB caso não haja recomposição de capital até a divulgação do próximo balanço, em 31 de março. Entre as possíveis medidas estão limitações operacionais e impedimento da expansão de negócios. A previsão é que o projeto de lei seja debatido pela Câmara Legislativa, nas próximas semanas.

O BRB é alvo de apuração da Polícia Federal após a compra de ativos bilionários do Banco Master. Já o Master é investigado pela emissão de créditos e títulos falsos, fraudes que, segundo as investigações, podem ultrapassar R$ 12 bilhões. 

*Com informações da Agência Brasil 

x