Professores de escolas públicas de cinco estados brasileiros estão em greve. Milhares de alunos estão sem aulas no Paraná, em São Paulo, no Pará, em Pernambuco e em Santa Catarina. Só no estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Educação, são quatro milhões de alunos sem aula há quase dois meses.

No Pará, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação calcula que 90% dos professores estão parados há mais de 40 dias. O governo do estado está contratando professores temporários para substituir os grevistas.
Em Pernambuco, o sindicato da categoria diz que 60% dos trabalhadores aderiram à greve que começou no dia 10 de abril.
Em Santa Catarina, a paralisação dura mais de duas semanas.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a principal reivindicação dos professores é o aumento dos salários. A Lei do Piso prevê reajuste de 13,01% para dos docentes.
Em outros estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Maranhão, Piauí e Acre, os professores conquistaram esse reajuste.
No Paraná, o ganho de 13,01% ainda não foi discutido entre governo e professores. O reajuste deve começar a ser debatido a partir deste mês. Mas no fim do abril, os docentes retomaram a greve, que havia sido suspensa em março. A categoria protesta contra mudanças no regime de previdência dos servidores públicos do estado do Paraná.
Na Paraíba, os professores fizeram greve durante todo mês de passado. A paralisação foi encerrada depois que a justiça decretou a ilegalidade do movimento. As aulas foram retomadas nesta segunda-feira (4).
Alteração feita em 05/05/15, às 17:35, para substituição do áudio em que a palavra Pará foi modificada para Paraná, conforme o penúltimo parágrafo.