Necessidade de trabalhar é principal motivo para que jovens não concluam educação básica

Jovens brasileiros

Publicado em 15/07/2020 - 11:09 Por Tâmara Freire - Rio de Janeiro

A necessidade de trabalhar ainda é a principal razão para que muitos jovens brasileiros não concluam a educação básica. Em 2019, 20,2% das pessoas com 14 a 29 anos no país, não tinham concluído o ensino médio, o que representa cerca de 10 milhões de pessoas, porque abandonaram a escola nesta etapa, ou porque sequer começaram.

 

E quase 40% deles fizeram isso para conseguir trabalhar. A proporção sobe para 50% no caso dos homens, que são maioria entre os jovens sem ensino médio no país, assim como as pessoas pretas ou pardas que correspondem a 71,7% daqueles que não terminaram o ensino básico. Os dados são do Suplemento de Educação da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios Contínua, divulgado nesta quarta-feira (15) pela IBGE.

 

A pesquisa verificou ainda com qual idade esses jovens abandonaram a escola pela última vez e, de acordo com a gerente do IBGE Adriana Beringuy, encontrou um ponto de inflexão importante.

 

As meninas ainda precisam enfrentar outros dois desafios relacionados ao seu gênero, a gravidez, motivo relatado por quase 24% das que abandonaram a escola, e os afazeres domésticos ou cuidados de outras pessoas, razão apontada por outras 11,5%.

 

Karoline Lacerda engravidou aos 16 anos, quando cursava o primeiro ano do ensino médio. Sem auxílio da família ficou impossível continuar os estudos, que ela até retomou algum tempo depois, mas acabou interrompendo novamente. Mesmo assim, ela continua nutrindo seus sonhos.

 

E esse gargalo do ensino médio vai ficando mais apertado nos anos seguintes. Dos quase 47 milhões de jovens brasileiros, mais da metade tinha nível de instrução até o ensino superior incompleto, e não estava frequentando escola, curso profissionalizante ou curso pré-vestibular em 2019.

 

Desses, 41,9% pararam antes de concluir o ensino médio e, novamente, a desigualdade racial se apresenta, já que 65,7% do contingente é composto por pessoas pretas ou pardas. O IBGE também verificou que entre todos os jovens no Brasil, independente do nível de instrução, mais de 22% não estavam ocupadas nem estudando, percentual que sobe para 27,5% entre as mulheres e 25,3% entre pessoas negras.

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique
Últimas notícias
Esportes

Confira os resultado de segunda-feira (27) no futebol

Na Série B, do Campeonato Brasileiro, o Vasco venceu o Goiás por 2 a 0. Na classificação, o time cruzmaltino subiu para a sétima colocação com 40 pontos.

Baixar arquivo
Política

Veto que permitia despejos na pandemia é derrubado pelo Congresso

Estão proibidos os despejos até 31 de dezembro deste ano. A proibição veio com a derrubada do veto presidencial nesta segunda-feira pelos deputados e senadores.

Baixar arquivo
Economia

Participação da Petrobras no preço da gasolina é de cerca de R$ 2

Empresa é responsável por 34% do valor final do preço da gasolina; já no litro do diesel, a parcela da estatal é de R$ 2,49, equivalente a 52%. No botijão de 13kg do gás de cozinha, a participação fica em R$ 46,90, correspondente a 48% do preço.

Baixar arquivo
Economia

Pedro Guimarães dá detalhes sobre linha de crédito Caixa Tem

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foi o entrevistado dessa segunda-feira do programa “A Voz do Brasil”

Baixar arquivo
Política

Câmara aprova projeto que abre caminho para Auxílio Brasil

A reforma no IR já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Mas ainda precisa passar pelo Senado.

Baixar arquivo
Direitos Humanos

Há 150 anos, Lei do Ventre Livre era assinada

O texto foi assinado pela princesa Isabel em 28 de setembro de 1871. Até a nova lei, qualquer descendente nascido de uma mulher em regime de escravidão já nascia escravo. 

Baixar arquivo