Falta de estrutura na segurança atrasam reabertura de escolas em SP

Das 4 mil escolas municipais, apenas 16 retornaram as aulas

Publicado em 21/10/2020 - 22:30 Por Eliane Gonçalves - São Paulo

A falta de estrutura para garantir segurança está atrasando a reabertura de escolas em São Paulo. Apesar das atividades presenciais nas escolas estarem autorizadas desde o dia 7 de outubro, até agora apenas 16 das quatro mil unidades municipais de ensino retornaram às aulas na cidade de São Paulo.

O governo do estado autorizou a retomada apenas das atividades extracurriculares e a prefeitura da cidade deixou nas mãos dos conselhos de cada escola a decisão de reabrir ou não as portas. Os conselhos escolares são formados pela direção da escola, professores, além de pais, mães e responsáveis. E a maioria optou por manter apenas as atividades à distância.

Foi o caso da escola de ensino fundamental Tenente Alípio Serpa, na Zona Oeste da cidade. Melissa Ribeiro Saraiva tem dois filhos matriculados na escola e integra o Conselho Escolar. Ela listou os motivos para a escola permanecer fechada.

Os problemas que ela vê em uma única escola, o secretário Geral do Sinpeem, Sindicato dos Profissionais de Educação do Município de São Paulo, Cleiton Gomes da Silva, diz que se repetem na maioria das unidades de ensino do município. Segundo  Cleiton, a situação já compromete o próximo ano letivo.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Município negou as críticas, diz que destinou R$79 milhões para ações de combate à covid nas unidades escolares e que se os recursos não foram investidos, a responsabilidade é da direção de cada escola.

A secretaria também disse que está distribuindo máscara, copos, sabonetes e álcool em gel para todos estudantes e que professores e outros profissionais das escolas que retomaram as atividades vão receber máscaras e o protetor de rosto, o face shield, mas esses kits vão chegar apenas para as escolas que retomaram as atividades.

Não houve retorno sobre a falta de professores em salas de aula ou de profissionais de limpeza atuando nas escolas. Apesar da baixa adesão, a previsão é de que as atividades curriculares presenciais sejam retomadas na primeira semana de novembro.

Edição: Joana Lima

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