Jogadoras de futebol terão direito a licença-maternidade

Publicado em quinta-feira, 19 Novembro, 2020 - 19:53 Por Renata Martins - Brasília

Novas regras para fortalecer a proteção das jogadoras foram divulgadas nesta quinta-feira (19) pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).

A proposta será apresentada ao Conselho da Fifa para aprovação final em dezembro.

São novos padrões mundiais para as mulheres no futebol, particularmente em relação à maternidade.

A licença-maternidade deverá ser obrigatória, de pelo menos 14 semanas (3 meses e meio), com um mínimo de dois terços do salário contratado da jogadora.

E nenhuma jogadora deve sofrer desvantagem em consequência da gravidez e no retorno ao trabalho. Os clubes devem fornecer suporte médico e físico adequado.

A aprovação final da proposta está marcada para dezembro, durante reunião do Conselho da Fifa.

O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que o recente crescimento da modalidade e o sucesso sem precedentes da Copa do Mundo Feminina da Fifa em 2019, na França, coloca o futebol feminino em um próximo estágio de desenvolvimento. Por isso, Infatino diz que a Fifa precisa adotar uma estrutura regulatória que seja apropriada e adequada às necessidades do jogo feminino.

No Brasil, a lei trabalhista garante o direito à licença-maternidade de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário. Nós perguntamos à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como a questão é tratada no Brasil, e se há alguma norma que trate sobre licença-maternidade para jogadoras de futebol. Até o fechamento desta reportagem, a CBF não havia enviado resposta.

As treinadoras também serão incluídas na proposta da Fifa.

 

Edição: Ana Pimenta

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