No dia 5 de setembro, mais que comemorar o Dia da Amazônia, cidadãos e organizações não governamentais querem que a região seja lembrada no momento da elaboração de políticas públicas.

Em período de eleições, as entidades cobram maior comprometimento dos candidatos à presidência da república para solucionar problemas antigos como desmatamento, garimpo ilegal, queimadas e obras de grande impacto.
Morador de um assentamento em Porto Velho, em Rondônia, José Nilson sintetiza as adversidades que a Amazônia enfrenta.
O assentado ressaltou que seria importante a visita de quem não mora na Amazônia para entender o que ele chama de situação de abandono.
O coordenador da campanha de eleições do Greenpeace, Márcio Astrini, concorda com José Nilson. Ele afirma que a região ainda é pouco aproveitada diante de tantas riquezas que oferece. A organização, que atua há mais de 15 anos na região, já apresentou várias sugestões de atuação na Amazônia para os candidatos.
Para o ativista, os governantes precisam encarar a região como um bem, uma riqueza que deve ser cuidada.
No ISA, Instituto Socioambiental, a preocupação é com o desmatamento. Adriana Ramos, coordenadora de política e direito da entidade, explica que apesar dos esforços para diminuir os índices, essa ainda é uma grave ameaça.
Para celebrar o 5 de setembro, a conscientização da sociedade seria o presente que a professora de história, da cidade de Aliança do Tocantins, Wesliane Gonçalvez daria para a Amazônia.
Para tentar pautar o tema nas campanhas eleitorais, uma agenda sustentável foi lançada por uma série de entidades. O documento com as propostas já foi entregue aos candidatos.