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Famílias de auditores assassinados em Unaí pedem justiça

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Katiana Rabelo
28/01/2015 - 16:57
Brasília

Auditores fiscais do trabalho participaram de um ato, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para pedir a condenação dos acusados pela chacina de Unai, em Minas Gerais, há 11 anos.

 

Em 28 de janeiro de 2004, três fiscais do trabalho e um motorista foram mortos durante uma fiscalização em Unaí, município mineiro.

 


Nove pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime. Mas, até hoje, só três foram julgadas e condenadas.

 


Nessa quarta-feira, as viúvas dos auditores, representantes do Sindicato da categoria e o Ministro do Trabalho, Manoel Dias, se reuniram com a ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, para pedir pressa no julgamento.

 


O processo da Chacina de Unaí está parado no Supremo há mais de um ano porque dois suspeitos de participação no crime querem que o julgamento seja transferido do Tribunal Regional Federal de Belo Horizonte para a Vara Federal de Unaí.

 


As famílias dos auditores assassinados são contrárias à transferência. Elba Soares, viúva do fiscal Nelson, diz que o poder político e econômico de alguns acusados pode interferir na sentença.

 

 

Um dos suspeitos de ter encomendado o crime foi prefeito da cidade por dois mandatos.

 

 

SONORA

 

O pedido dos suspeitos de participação na chacina para serem julgados em Unaí começou a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal em 2013, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

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