Sete agentes da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente do Rio de Janeiro foram presos acusados de extorquir empresários. Entre eles está o delegado Fernando César Magalhães, que chefiava a delegacia e também já comandou o Departamento Geral de Polícia Especializada. De acordo com o promotor do Ministério Público Estadual, Alexandre Araújo, os acusados pediam propina em troca de não denunciar os empresários por crimes ambientais que sequer existiam.

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O esquema teria começado em 2012 e foi desvendado após a denúncia de um empresário feita em janeiro deste ano. Ele chegou a pagar R$ 300 mil para a quadrilha.
A partir de uma lista obtida na casa de um dos integrantes do grupo, 14 empresários que teriam pago propina foram identificados. De acordo com a investigação, alguns deles pagavam quantias mensais para não serem denunciados. A delegada da Corregedoria da Polícia Civil, Adriana Mendes, afirmou que as acusações até o momento atingem apenas uma das equipes da DPMA, mas os outros policiais lotados na delegacia também vão ser investigados.
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Ao todo, dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por crimes, como formação de quadrilha e extorsão. Um filho e um irmão de um dos policiais envolvidos também foi preso e o chefe das equipes de investigação da DPMA, José Luiz Fernandes Alves, permanece foragido. De acordo com a Corregedoria, quatro policiais envolvidos no esquema já estão respondendo processo administrativo e o pedido de abertura de processo contra os outros já foi remetido.