Esta segunda-feira (29) foi o Dia D de mobilização na rede de Santas Casas de Misericórdia em mais de 2 mil municípios brasileiros. Funcionários e dirigentes usaram camisetas, faixas e adesivos durante o expediente. O atendimento ao público não foi prejudicado. O movimento foi organizado pela CMB, a confederação que representa as Santas Casas e os hospitais filantrópicos do país.

O presidente da CMB, Edson Rogatti, explicou que o objetivo da mobilização foi destacar o papel das Santas Casas no atendimento aos pacientes do SUS. Ele também cobrou mais investimento do governo federal na saúde.
Sonora: “O que a gente está recebendo não cobre nossos custos e as Santas Casas cada vez mais estão ficando endividadas. Fica difícil manter as portas abertas. O SUS tem 170 mil leitos e 130 mil são atendidos pelos filantrópicos. Setenta e cinco por cento do atendimento é feito pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos”.
A Confederação das Santas Casas cobrou que o governo informe se as instituições e os hospitais filantrópicos serão atingidos pelo corte de verbas. No fim de maio, o Ministério do Planejamento anunciou corte de R$11,7 bilhões milhões de reais no Orçamento da Saúde, mas não informou que áreas serão afetadas.
Os dirigentes e funcionários das Santas Casas organizaram duas outras mobilizações. A próxima será no dia 13 de julho, nas capitais dos estados. Depois, no dia 14 de agosto, o movimento chegará a Brasília.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que, entre os anos 2010 e 2014, os repasses para as Santas Casas e hospitais filantrópicos subiram 57%.
O ministério informa ainda que renegociou as dívidas dessas unidades. A pasta diz reconhecer a importância do sistema filantrópico e informa que ele responde a 41% das internações do Sistema Único de Saúde. Agora, as ações do ministério se concentram na melhoria da gestão e dos recursos do SUS.