A Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou que o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região tome, pessoalmente, as providências necessárias para a completa desobstrução do acesso às dependências da corte e que seja garantido o funcionamento dos serviços essenciais do órgão.

Os servidores do TRF, assim como outros funcionários do judiciário e do Ministério Público da União, estão em greve há mais de dois meses.
No pedido de providências despachado na noite desta quarta-feira (29), a corregedora relatou que ao chegar à sede do TRF encontrou um bloqueio físico organizado pelos servidores em greve, que se utilizaram de cadeiras, cordas e uma bandeira nacional para impedir o acesso às dependências do Tribunal.
A ministra Nancy Andrighi também determinou à Presidência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios a regularização dos serviços essenciais em 10 varas, oito delas cíveis.
A corregedora do CNJ atendeu petição assinada por 60 advogados, reclamando que não tinham acesso às varas da Justiça, ficando impedidos de marcar audiências ou mesmo ver os processos por causa da greve.
O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal, José Rodrigues Costa Neto, informou que os serviços essenciais têm sido mantidos durante a greve.
Sonora: "O funcionamento mínimo vem sendo respeitado. Todos os tribunais têm observado, as administrações têm atentamente acompanhado de perto. O que ocorre é que, em algumas varas, o atendimento tem ocorrido. Às vezes, se coloca cartaz de que se está em greve, mas o atendimento interno, o diretor de secretaria faz o atendimento normal aos advogados que se dirigem até lá."
Na próxima terça-feira (4), o Sindijus faz nova assembleia para discutir o andamento da greve. A categoria pode ser mobilizada para novos protestos pela derrubada do veto presidencial ao aumento de até 78% aprovado em projeto de lei pelo Congresso Nacional.
Segundo o governo, o aumento reivindicado pelos servidores representa impacto de quase R$ 26 bilhões nos gastos públicos até 2018; e de mais R$ 10 bilhões por ano a partir de então.