Projeto vai monitorar uso e descarte do mercúrio no Brasil

Publicado em 28/07/2015 - 15:27 Por Sayonara Moreno - Brasília

Valdivino Rocha tem 61 anos e está aposentado há 20. Ele teve que encerrar as atividades de mecânico de produção, depois de trabalhar durante seis anos em uma fábrica de lâmpadas. Hoje ele faz parte da Associação dos Expostos e Intoxicados por Mercúrio Metálico, de São Paulo. Por inalar mercúrio na fábrica de lâmpadas, Valdivino conta que adquiriu problemas de saúde.


Casos como o de Valdivino poderiam ser evitados. O Brasil assinou, em 2013, a Convenção de Minamata, no Japão, para reduzir a utilização da substância no meio ambiente e nos produtos industrializados. Mas a participação brasileira ainda não está em vigor. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e depois pela Presidência da República.


Enquanto a participação não é votada, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) atua para incentivar os 50 países que devem levar adiante os acordos da convenção.

 

Para colocar em prática a participação no acordo, o Brasil, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve apresentar, até 2017, um diagnóstico preciso da situação atual do uso do mercúrio no país, em um inventário de emissões e liberações. As etapas desse levantamento foram apresentadas, nesta terça-feira (28), em Brasília, no Lançamento do Projeto de Desenvolvimento da Avaliação Inicial da Convenção de Minamata sobre Mercúrio no Brasil. 


Um dos emissores de mercúrio no meio ambiente é a lâmpada: segundo o Ministério do Meio Ambiente, no Brasil, 300 milhões de lâmpadas são consumidas por ano, mas pouco mais de 5% são recicladas e destinadas corretamente.


O mercúrio é um metal perigoso quando em contato com o organismo humano, por meio do ar, se ingerido, ou na pele. A exposição em altos níveis da substância pode afetar o cérebro, coração, rins, pulmões e o sistema imunológico dos seres humanos, que podem estar expostos ao mercúrio por diversas fontes, incluindo o consumo de pescado, a exposição em indústrias ou minas e o uso de amálgamas dentais.

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