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Investigação aponta que Luiz Estevão reformou presídio onde cumpre pena

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Jéssica Gonçalves
08/08/2016 - 15:32
Brasília

O ex-senador Luiz Estevão financiou a reforma do bloco cinco do Centro de Detenção Provisória da Papuda, onde ele está preso atualmente. Foi o que constatou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, após um ano de investigações.

 

O empresário foi condenado em 2006 por desviar recursos públicos destinados à construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

 

Agora, Estevão e a cúpula do sistema prisional à época da reforma, entre 2013 e 2014, podem virar réus por improbidade administrativa.

 

Eles foram denunciados pelo Ministério Público, que pede ainda a indisponibilidade dos bens dos acusados. São eles: Cláudio de Moura Magalhães, então subsecretário do Sesipe, Sistema Penitenciário; João Helder Ramos Feitosa, coordenador-geral da área na época; e Murilo José Juliano da Cunha, diretor do Centro de Detenção Provisória.

 

A ala reformada recebe os presos federais, ex-policiais e aqueles que correm riscos se ficarem juntos com outros detentos.

 

De acordo com o promotor de justiça do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional, Marcelo Teixeira, Luiz Estevão criou uma ilha no complexo prisional.

 

Segundo as investigações, o ex-senador Luiz Estevão utilizou uma empresa sem sede própria ou funcionários, com endereço falso, para executar a obra no presídio. Essa empresa teria sido contratada por uma arquiteta do grupo do ramo de construção do qual ele é dono.

 

Ainda de acordo com o Ministério Público, foram ouvidos funcionários e encontradas notas fiscais que comprovam a ligação do ex-senador com a reforma.

 

O advogado de Estevão, Marcelo Bessa, não retornou à nossa ligação. As defesas de Cláudio de Moura Magalhães, João Helder Feitosa, e Murilo Juliano da Cunha não foram localizadas.

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