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Secretaria de saúde de MT diz que aposentada morreu após reação negativa a soro antiofídico

Mato Grosso
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Michelle Moreira
31/01/2017 - 15:26
Brasília

A secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso afirma que a morte de uma mulher na semana passada após ser picada por uma cobra não é consequência da demora na aplicação do soro antiofídico.

 

Na última semana, a aposentada Marilene Freitas foi picada por uma cobra em Sinop (MT). Por falta do soro antiofídico no município, ela precisou ser levada para Sorriso, distante cerca de 420 quilômetros de Cuiabá.

 

De acordo com a secretaria de Saúde, teriam se passado três horas entre a picada do animal e a aplicação do soro.

 
Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica no estado, Flávia Guimarães, não se pode falar em negligência e sim em uma reação negativa ao medicamento.

 

Flávia Guimarães explica que, desde 2014, houve uma redução no repasse de doses do soro antiofídico do Ministério da Saúde para o estado. Situação que se agravou em 2016. Ela alega que o último repasse para abastecimento dos meses de janeiro e fevereiro, foi de apenas mil ampolas.

 

Segundo a secretaria de Saúde, foi preciso fazer um remanejamento do antídoto em toda a rede estadual de saúde. A prioridade são os hospitais regionais, unidades com melhor suporte para fazer atendimentos, além daquelas distantes da capital, Cuiabá.

 

Por nota, o Ministério da Saúde afirma que os laboratórios produtores de soros antiofídicos distribuídos no Sistema Único de Saúde passam por readequações na produção para atender os padrões de qualidade da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

O ministério pontuou ainda que a distribuição mensal dos antivenenos é feita mediante uma análise da situação epidemiológica dos acidentes por animais peçonhentos e das ampolas utilizadas por cada unidade da federação. A pasta diz ainda que solicitou aos estados a alocação das doses do soro em áreas de maior risco de acidentes.

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