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Ex-primeira dama do Rio pode ter prisão domiciliar revogada; ela fez movimentação de valores

Audiência
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Fabiana Sampaio
10/05/2017 - 22:07
Rio de Janeiro

Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, pode perder o direito à prisão domiciliar. A advogada afirmou em interrogatório na Sétima Vara Federal Criminal do Rio  nessa quarta-feira, que efetuou um resgate de aplicação previdenciária no valor de cerca de R$ 1,2 milhão, enquanto esteve presa preventivamente.


De acordo com o Ministério Público Federal, o fato pode levar à revogação da prisão domiciliar de Adriana. Para o procurador Rodrigo Timoteo se a conta estava em nome dela, a movimentação não poderia ter sido feita.

 

Ainda na audiencia, o procurador Rodrigo Timoteo pediu ao juizo a análise da movimentação financeira. O banco que autorizou o resgate terá um prazo de 48 horas para esclarecer a transação.

 

De acordo com Adriana  Ancelmo, a aplicação previdenciária tinha como beneficiários os filhos dela e o valor foi usado para pagamento de despesas pessoais e do seu escritório de advocacia.

 


Durante o interrogatório, que durou cerca de uma hora, Adriana Ancelmo ainda negou que tivesse conhecimento de acordos ilícitos por parte do marido.

 

Ela afirmou que recebia jóias de Cabral em datas comemorativas mas disse que os registros das joalherias sobre compras em seu nome, não são corretos.

 

Ela também confirmou que recebeu uma joia de aniversário do empresário Fernando Cavendish, da Construtora Delta, como presente de um amigo, não de um empreiteiro.

 

E disse que não via irregularidade em receber joias de amigos que tivessem contrato com o governo do marido.

 

Adriana responde por lavagem de dinheiro e associação criminosa em organização que seria chefiada por Sergio Cabral.

 

Antes dela, o juiz Marcelo Bretas, que cuida dos processos da Lava-Jato no RIo, ouviu o empresário Luiz Igayara, que também é réu na ação, acusado de fazer contratos fictícios com o escritório da advogada.

 

O empresário assinou um termo de delação premiada e confirmou que fez um repasse de cerca de R$ 2,5 milhões para o ex-governador Sérgio Cabral.

 

O dinheiro teria sido entregue no escritório de advocacia de Adriana, sob a justificativa de consultoria juridica. Ela negou que tivesse recebido qualquer quantia ilegal. O ex-governador Sergio Cabral está preso em regime fechado desde novembro do ano passado.

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