Acre quer que hidrelétricas diminuam vazão para evitar isolamento devido à cheia do Rio Madeira
Cheia do Rio Madeira pode isolar o estado do Acre. Para evitar que isso ocorra, o governo acreano pediu que hidrelétricas em Rondônia diminuam a vazão.

A questão é que o Rio Madeira passa muito perto da BR-364 em diversas áreas. E já há regiões onde a lâmina d’agua está a cerca de 1 metro da rodovia. A rodovia corta todo o Acre e liga o estado a capital de Rondônia, Porto Velho. O tráfego de veículos ainda não foi afetado.
De acordo com a governadora em exercício Nazareth Araújo, com o alerta o estado pediu a presidência da República e a Agência Nacional das Águas que emitam o comando para que as hidrelétricas façam o controle.
Ainda segundo Nazareth Araújo, o pedido também foi assinado pelo governador de Rondônia Confúcio Moura.
As Usinas Girau e Santo Antônio foram construídas na capital rondoniense e formam o complexo Hidrelétrico do Rio Madeira.
Em 2014, a BR-364 ficou alagada, gerando uma crise de abastecimento por quase 60 dias no Acre devido ao isolamento.
A maior preocupação é na região do Abunã. A diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas, Vera Reis, afirma que o controle deve ser feito pelas usinas.
Essa semana uma Sala de Crise junto à Casa Civil da Presidência da República deve ser criada para acompanhar os extremos climáticos do país e monitorar as hidrelétricas que atuam na região.
A Santo Antônio Energia disse que a decisão cabe ao Operador Nacional e que cumprirá o que for determinado pelo órgão.
A Hidrelétrica de Jirau afirmou que monitora a situação e pode colaborar para minimizar o risco de eventuais inundações a partir do controle dos níveis d’água.
A ANA informou que aguarda a formalização do pedido do Governo do Acre para adotar as devidas providências.