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Governador do Ceará classifica de atos terroristas a série de ataques no estado

Segurança Pública
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Sayonara Moreno
26/03/2018 - 19:51
Brasília

O mandante de um dos ataques que aterrorizaram a população do Ceará, nesse fim de semana, foi identificado pela polícia civil do estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública Estadual, sete pessoas passam a ser investigadas por participarem dos ataques, que ocorreram em três municípios cearenses. Seis foram presas no fim de semana.

 

Após a série de ataques, o governador do Ceará, Camilo Santana, fez um pronunciamento veiculado nas redes sociais. Segundo ele, o governo se reuniu para pensar outras formas de lidar com o que chamou de “atos terroristas”.

 

A polícia civil do Ceará ainda investiga as ações, que ocorreram em Fortaleza, Sobral e Cascavel. Mesmo assim, especialistas e o próprio poder público do estado consideram os atos como forma de retaliação e tentativa de impedir a instalação de bloqueadores de sinais telefônicos nos presídios do estado, projeto em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

A Secretaria de Segurança do Ceará informou que o mandante do ataque ao prédio da Ciops de Sobral, identificado, cumpre pena por tráfico de drogas e furto na Penitenciária Industrial Regional de Sobral.

 

As investigações revelaram que as chamadas de pessoas ameaçando incendiar o prédio da Ciops partiram de um chip cadastrado no nome deste sétimo investigado. Em vistoria à cela em que ele está preso, foram apreendidas drogas e celulares, incluindo o aparelho que gerou as ligações ordenando o ataque em Sobral.

 

Apesar de Camilo Santana dizer, no pronunciamento, que o governo vai responder as ações criminosas, à altura, o governo do Ceará desmentiu a nota atribuída ao estado, que circula nas redes sociais e é repassada por aplicativos de mensagens.

 

Segundo o texto, as forças de segurança teriam recebido aval  “para revidar os ataques” dos criminosos. A nota também pede que a população não saia de casa porque os agentes não iriam “aliviar” para as facções.

 

De acordo com o governo cearense, o texto é “claramente falso”. O governador faz um apelo à população: que denuncie as ações e movimentações suspeitas, de forma anônima pelo telefone 190.

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