A Força Nacional atuará na segurança dos servidores do Instituto Chico Mendes de Preservação e Conservação da Biodiversidade (ICMBio) durante as operações de fiscalização ambiental por, pelo menos, seis meses.

A portaria do Ministério Extraordinário da Segurança Pública deve ser publicada nesta quinta-feira (25).
Em coletiva nessa quarta-feira (24), o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, afirmou que a medida faz parte da reação diante dos ataques a equipes do Ibama e do ICMBio, no último fim de semana.
A Polícia Militar paraense justificou a retirada das tropas devido a insatisfação dos colonos, o risco à integridade física de policiais militares e de agentes de fiscalização e o segundo turno das eleições.
Em 2016, um policial foi assassinado durante ações do ICMBio.
Os primeiros agentes devem atuar no Pará, nas áreas próximas a BR-163, entre Guarantã do Norte e Santarém.
O presidente do ICMBio, Paulo Carneiro, afirma que as ameaças contra os ficais são constantes.
De acordo com o ICMBio, muitos crimes ambientais no interior das unidades de conservação estão associados a outras ações ilegais, como trabalho escravo, evasão de divisas, grilagem de terras e exploração ilegal de recursos minerais.
Para o presidente substituto do Ibama, Luciano Evaristo, em ano eleitoral a pressão por desmatamento aumenta.
Noventa e seis agentes da Força Nacional já fazem a cobertura da segurança dos agentes do Ibama.
O ICMBio cancelou fiscalização planejada para ocorrer na região de Trairão, onde servidores foram ameaçados após a Polícia Militar do Pará interromper o apoio às ações, que serão retomadas com a chegada dos agentes da Força Nacional.
O ministro do Meio Ambiente afirmou que as ofensivas contra os fiscais ambientais estão sendo investigadas e apuradas pela Polícia Federal (PF), inclusive a ação de criminosos nas redes sociais.