Mesmo com a suspensão da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, as Forças Armadas vão continuar atuando no estado.

Foi o que disse nessa quinta-feira (4) o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em entrevista à Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Ele afirmou que deverá permanecer a chamada Garantia da Lei e da Ordem, a GLO, que permite a atuação dos militares.
Jungmann disse ter analisado o assunto esta semana com o presidente Michel Temer e adiantou que ele está conversando com lideranças políticas sobre essa possibilidade.
O ministro reforçou que realizar a reforma da Previdência é um objetivo de Temer desde o início do governo e que ele avalia se será possível a votação ainda neste ano. Neste caso, haverá a suspensão da intervenção.
Jungmann disse que a questão deve ser vista após o primeiro turno das eleições, no próximo domingo (7).
O ministro acrescentou que a volta da intervenção, após a votação da reforma da Previdência, dependerá muito do futuro presidente da República e do futuro governador fluminense.
Raul Jungmann acredita que o próximo presidente deve ter emendas constitucionais a fazer já no início do governo.
Portanto, o retorno da intervenção deve ser uma negociação a ser feita entre o futuro governador do Rio de Janeiro e o futuro presidente da República.