O governo do Amazonas começa esta semana a segunda etapa do plano de resposta às cheias. Serão atendidos 31 municípios banhados pelas calhas do Alto Solimões e do Amazonas. Entre eles, Manaus.
O nível do Rio Negro na capital do estado atingiu os 29 metros e 7 centímetros nessa segunda-feira (3). A cota leva a cidade ao estado de emergência. Quinze bairros estão com monitoramento redobrado e 2,2 mil pessoas podem ser afetadas.
A Defesa Civil municipal vai redobrar a construção de pontes e o trabalho de prevenção às doenças relacionadas às cheias.
O secretário-executivo da Defesa Civil do Amazonas, Francisco Máximo, considera que Manaus está preparada para a assistência às famílias mais afetadas pelas cheias.
A maior preocupação do governo estadual, neste momento, é com as cidades sem infraestrutura para fazer o tratamento da água.
Sonora: “O Amazonas, apesar de concentrar a maior bacia hidrográfica do mundo, possui muitos municípios sem tratamento de água e de esgoto. A falta de água potável também tem causado muitos danos para os nossos ribeirinhos, principalmente danos à saúde. Esse ano estamos levando purificadores de água coletivo, que têm a capacidade de purificar água para mil pessoas. E essa tem sido realmente a inovação neste momento em que as ações complementares estão indo até os municípios.”
A assistência da Defesa Civil do Amazonas se concentra na resposta humanitária, com fornecimento de cestas básicas, kit higiene, colchões e kit dormitório suspenso, com rede, mosquiteiro e lençol.
Na primeira etapa do plano de resposta às cheias, foram atendidos 15 municípios e 118 mil pessoas.