Força-tarefa vai analisar saúde pública do Amazonas; governo estadual afirma que há rombo nas contas

SUS

Publicado em 13/08/2019 - 22:45 Por Bianca Paiva - Brasília

Governo federal e do Amazonas vão criar força-tarefa para avaliar a situação do sistema de saúde do estado.

A força-tarefa será formada por técnicos do Ministério da Saúde e do governo amazonense. A previsão é de que o grupo do governo federal visite o estado em 15 dias para fazer um diagnóstico da situação da saúde e avaliar a forma mais efetiva de ajuda. A medida foi definida em reunião nessa segunda-feira, em Brasília, entre o ministro Luiz Henrique Mandetta e o governador Wilson Lima. Em entrevista à EBC, Empresa Brasil de Comunicação, Lima disse que assumiu o Amazonas em janeiro com um rombo nas contas de R$ 3 bilhões de reais, e o setor mais problemático é o da saúde.

 

Por isso, durante o encontro com Mandetta, ele solicitou agilidade em processos de habilitação de serviços do SUS, o Sistema Único de Saúde, como leitos de UTI, que vão possibilitar aumento de recursos federais para o estado.

 

"O governo do estado do Amazonas recebe 14% de todos os recursos investidos na área de saúde. Nós temos o menor teto per capita de média e alta complexidade financiada pelo SUS. Enquanto a média nacional é de 25%. A reunião foi nesse sentido, de pedir agilidade na habilitação desses processos, e o nosso objetivo é fazer com que o estado do Amazonas atinja esse percentual de 25% de recursos que são destinados pelo SUS para que possamos melhorar o atendimento de saúde".

 

A crise na saúde do Amazonas ficou mais evidente na semana passada, após a paralisação parcial de médicos cirurgiões do Icea, Instituto de Cirurgia do Estado, que presta serviços nas unidades de saúde de Manaus.
Os profissionais alegam atrasos nos pagamentos. Mas a justiça proibiu a suspensão dos atendimentos sob pena de multa diária de R$ 200 mil e até prisão de 15 dias a seis meses.

 

O governador Wilson Lima afirmou que o Icea cobra débitos de gestões passadas e que o Estado não tem orçamento atualmente para quitar as dívidas. No entanto, ele ressaltou que foram feitos dois repasses referentes a 2018 e que os pagamentos de 2019 estão em dia.

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