Tocantis confirma 8º caso da doença de mormo em equídeos

Autoridade sanitária alerta para risco de contaminação de humanos

Publicado em 27/10/2020 - 09:16 Por Bianca Paiva - Brasília

A doença de mormo ou lamparão atinge principalmente os equídeos: cavalos, burros e mulas; é causada por uma bactéria; e é contagiosa. Não existe vacina ou tratamento. O animal contaminado precisa ser sacrificado.

O Tocantins já registrou oito casos de mormo, neste ano, em seis municípios. O mais recente foi identificado em uma propriedade rural localizada em Muricilândia. 44 animais testaram positivo desde que a doença foi confirmada pela primeira vez no estado, em 2015.

Segundo a Adapec, Agência de Defesa Agropecuária, análises técnicas e avaliações em campo estão colaborando para identificar novos casos. Produtores rurais estão recebendo orientações para prevenir o mormo, que pode, inclusive, ser transmitida ao homem.

A responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec, Isadora Mello Cardoso, explica quais os sintomas da doença e como ocorre a transmissão.

Sonora: ''A doença do mormo é infectocontagiosa e ataca o sistema respiratório do equino. É uma doença que mostra muita secreção nasal no animal, febre, o animal magro. Ela pode ser transmitida pelos comedouros e bebedouros desses animais. O animal precisa ser sim sacrificado para que não haja propagação da doença. Para o ser humano, ela pode ser transmitida se o tratador estiver com uma ferida na mão e entrar em contato com essa secreção nasal.''

Isadora destaca quais medidas sanitárias costumam ser adotadas nos casos de doença de mormo.

Sonora: ''A propriedade não vai poder fazer trânsito de equídeos. Depois da eutanásia do animal, será feito o saneamento da propriedade. Caso haja animais a mais nessa propriedade, é feito o saneamento e com dois exames negativos a propriedade é liberada. Também é feita a investigação de vínculos epidemiológicos, que são as propriedades vizinhas e os outros animais que tiveram contato com esse animal positivo nos últimos tempos.''

Em caso de suspeita de mormo, os tratadores devem utilizar luvas e máscaras e evitar ao máximo contato com o animal que possa estar com a doença. O bicho deve ser isolado e o caso comunicado à Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins.

Produtores rurais podem entrar em contato com a Adapec por meio do número 0800 63 1122, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 14h.

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