2020: concessões federais ficam abaixo do previsto; obras superam meta

Balanço foi divulgado pelo Ministério da Infraestrutura

Publicado em 14/12/2020 - 19:58 Por Eliane Gonçalves - São Paulo

Em balanço divulgado nesta segunda-feira, o Ministério da Infraestrutura informa que foram entregues 86 obras em todo o país em 2020 e concluídos os processos de 12 concessões de estruturas públicas, como terminais portuários e ferrovias, para gestão pela iniciativa privada. Desse total, nove foram novos leilões e três renovações automáticas de contratos.

O número de leilões ficou quase 80% abaixo do que havia sido prometido pelo ministro Tarcísio Gomes Freitas para o ano de 2020. No balanço apresentado em 2019, ele anunciou a previsão de 44 leilões de concessões.

Ficou de fora, por exemplo, o leilão de concessão da Rodovia Presidente Dutra, trecho da BR-116 que liga São Paulo e Rio de Janeiro, anunciado como prioridade pelo governo no ano passado, mas que ficou para o ano que vem. Segundo o ministro, 2021 vai ser um ano forte para as privatizações.

Já o número de obras entregues foi quase 60% maior que a previsão inicial. No balanço do ano passado, o governo esperava entregar 50 obras. No balanço divulgado nessa segunda-feira, o número chegou a 86, mas entraram na conta obras como a ponte sobre o rio Guaíba, em Porto Alegre, que teve o trecho principal inaugurado pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira, mas parte da obra continua em andamento.

Entre os destaques das obras entregues estão trechos de duplicação da BR-116. Segundo o ministério da infraestrutura, em todo o país foram concluídos 1.259 quilômetros de estradas – e isso teria significado uma redução média de 11% no valor do frete agrícola.

Para o ministro, 2020 foi um ano desafiador por causa pandemia, mas o país está preparado para a logística de distribuição de vacinas.

Segundo balanço feito pela ABDIB, Associação Brasileira da Indústria de Base, os investimentos em infraestrutura em 2020 chegaram a R$ 123 bilhões, cerca de um terço a menos que o pico de investimentos registrados nos últimos 10 anos, que aconteceu em 2014.

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