Auxílio Emergencial evitou o crescimento da pobreza no país

Sem o benefício, a pobreza teria chegado a 28% da população

Publicado em 20/12/2020 - 10:21 Por ELIANE GONÇALVES - São Paulo

“Sem o auxílio emergencial, a pobreza teria chegado a 28% da população das Regiões Metropolitanas, em agosto de 2020”. Com esta afirmação, o pesquisador do Observatório das Metrópoles Núcleo Porto Alegre e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Andre Salata, explica o contexto extremamente negativo identificado no “Boletim Desigualdade nas Metrópoles nº 02 – Edição especial COVID-19”, que nesta edição faz uso da PNAD-COVID19 para analisar de modo mais completo como andam as desigualdades nas metrópoles em meio à crise provocada pela pandemia.

A iniciativa, uma parceria entre o Observatório das Metrópoles, a PUCRS e o Observatório da Dívida Social na América Latina (RedODSAL), é coordenada por Salata e pelo professor do IPPUR/UFRJ e coordenador do Núcleo Rio de Janeiro do Observatório, Marcelo Ribeiro. “A principal conclusão do estudo é que está muito claro que o auxílio fez efeito, protegeu os mais pobres e cumpriu o papel de salvaguardar a renda dos mais vulneráveis, isso fez com que pobreza caísse, o que pode passar a ideia de um cenário positivo. Porém, o cenário é extremamente negativo, pois ocorreu uma forte perda de renda na população”, assegurou Salata.

Edição: Rosamélia de Abreu

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