A Justiça Federal em Maceió (AL) realiza nesta terça-feira (22) uma inspeção judicial, no bairro Bom Parto, uma das áreas que enfrentam uma situação crítica, por causa do afundamento do solo, causado pela exploração de sal-gema pela Braskem. 

A vistoria tem participação da Defesa Civil e foi solicitada pela Defensoria Pública da União (DPU). Técnicos do Serviço Geológico do Brasil acompanham.
Eles estão vistoriando as residências que foram incluídas no último Mapa de Linhas de Ações Prioritárias. A quinta versão do documento foi emitida pela Defesa Civil de Maceió em novembro de 2023.
O juiz federal André Granja vai reunir as informações para decidir sobre as solicitações da Defensoria, entre elas, um pedido de realocação aos moradores da área de monitoramento no bairro Bom Parto.
Também participam da vistoria: a Defensoria de Maceió, o Conselho Nacional de Justiça e os Ministérios Públicos Federal e Estadual.
Segundo o Mapa de Ações atual, não há necessidade de realocação de moradores em toda a área de monitoramento. Entretanto, a justiça concedeu aos moradores da área a realocação opcional, com inclusão no Plano de Compensação Financeira da mineradora.
De acordo com a Braskem, as rachaduras nas casas e ruas começaram em 2018, em torno dos 35 poços de sal-gema que eram operados nos bairros e foram paralisados no ano seguinte. Cerca de 14,5 mil imóveis estão sendo atendidos no Programa de Compensação Financeira. Até o mês passado, mais de 99% das mais de 19 mil indenizações previstas foram pagas.